terça-feira, 6 de junho de 2017

segunda-feira, 5 de junho de 2017

República Ay-ó-linda, Coimbra

Entrevista a Fábio Mendes, membro da República Ay-ó-linda, sobre as vivências em contexto de república universitária.

https://www.youtube.com/watch?v=Lpgzhj0fxvo&feature=youtu.be

Realizado por Pedro Silva

Celebração das Endoenças - Torrão e Entre-os-Rios

Celebração das Endoenças, na freguesia do Torrão e no lugar de Entre-os-Rios (Eja). Procissão centenária que atraí todos os anos milhares de fieis, na quinta e sexta-feira santa.

video completo:
https://www.youtube.com/watch?v=AnzNbCmlgBs&feature=youtu.be

Realizado por:
Isaque Peixoto

"A vida de um Árbitro"

A Vida de um árbitro ilustrada por Renato de Carvalho (árbitro da categoria c2) e as opiniões de João Panão (treinador das camadas jovens da AAC) e Henrique Pereira (diretor de scouting da AAC).

https://www.youtube.com/watch?v=r_u3QsiAMJE&feature=youtu.be

Isaque Peixoto
Miguel Amaral
Rodrigo Mortágua
Mário Mateus
Pedro Silva
Pedro Meneses

domingo, 4 de junho de 2017

Quinta da Giralda


A Quinta da Giralda é um espaço dedicado à prática desportiva de equitação.


Unidade Curricular: Atelier de Cibercultura
Trabalho realizado por: 
Ana Sofia Freitas
Sofia Tavares
Joana Jana
Ana Catarina Gomes
José Lopes 
Marco Gomes



Veja o vídeo completo em ://youtu.be/QKD3XoHrKKw

O que eles sabem


Um pequeno quiz aos mais novos!

https://soundcloud.com/posts-de-pescada/o-que-eles-sabem


Trabalho individual realizado por:
Jéssica Oliveira

Rádio, sim!

Os meios de comunicação convencionais estão cada vez mais a ser ultrapassados pelos novos media. A rádio é mais ouvida no carro, quer na hora de ponta quer no caminho para casa ou trabalho.

Ricardo Lomar e Marisa Ventura, licenciados em comunicação pela Escola Superior de Educação de Coimbra, em 2016, no ramo de Jornalismo e Informação, não escondem que é na rádio que apostam o seu futuro.

Ambos estagiaram na rádio m80. Para Marisa, estagiar numa rádio nacional não foi uma escolha, mas sim uma oportunidade. Até porque para esta promissora jornalista “… iria ter o privilégio de trabalhar ao lado de pessoas que ouvia na rádio diariamente e isso era incrível!”



Ricardo afirma que “a escolha da m80 surgiu pela proximidade como ouvinte e, também, pelo desafio de poder estagiar numa das rádios mais ouvidas em Portugal”.

Quando questionados sobre o porquê de a rádio ser uma aposta profissional, ambos deixaram claro que cresceram a ouvir rádio e, Ricardo inclusive apaixonou-se por este meio, e “pela forma como este conecta a voz e a música”. Revelou-nos ainda, as memórias de infância e de, em casa, gravar falas de rádio a imitar outros locutores ou de criar as suas próprias falas e programas imaginários.

Marisa foi cativada pela “magia que não se perde em rádio e o mistério que existe em torno desta”. Apesar de ainda não estarem a exercer funções nesta área os dois jovens estão envolvidos em projetos que esperam vir a tornar-se um sucesso. No que diz respeito a esses mesmos projetos, Marisa partilha connosco a “vontade de reabrir a rádio da ESEC”, à qual já está ligada desde o 2º ano de curso e para à qual já trabalha e constrói ideias em conjunto com o colega e amigo Lomar. Individualmente, Marisa encontra-se num curso de escrita criativa e de marketing digital “porque é sempre importante complementarmos a nossa formação”, afirma a recém-licenciada.

Mais reservado quanto aos seus projetos, Ricardo, para além do amor à rádio, é Disc Jockey em bares e faz algumas atuações.  Está envolvido num projeto chamado “sunshine radio”, que “é uma rádio online que passa os principais sucessos da música pop e dance”.

Esta rádio direciona-se para “ser ouvida numa esplanada, uma vez que a playlist é pensada para momentos de descontração”. Segundo o ex-aluno da ESEC, esta rádio impõe alguns desafios, desde “a montagem, a execução do software de emissão e a criação de sweepers (separadores entre músicas a identificar o nome da rádio)”.

Existe um outro projeto em que o jovem DJ está envolvido, mas, sobre esse, prefere manter segredo.



Marisa e Ricardo ambicionam no futuro trabalhar em rádio. Seja numa rádio local ou nacional. Preferencialmente em entretenimento e animação, com a certeza de querer trabalhar na área que os apaixona, ainda que conscientes que será uma etapa longa, mas não impossível.



Mas não é apenas na vida destes dois jovens- que para além de consumidores tornaram-se também produtores de conteúdos para a rádio- que esta teve um grande impacto nas suas vidas.
Como ouvinte diária da rádio, Patrício Figueiredo, diz que a “rádio cada vez mais faz parte do quotidiano das pessoas”. Vê a rádio como uma “grande ajuda para combater a solidão”, o que foi o seu caso numa altura em que vivia sozinha e que era a rádio que lhe fazia companhia.

Quer seja em viagens ou em casa, Patrícia ainda diz que uma das coisas que gosta na rádio, é o facto de que “dentro das várias músicas atuais que vão passando, surge sempre alguma mais antiga que me leva a recordar vários momentos da minha vida”.

            Os motivos que levam as pessoas a ouvir rádio são vários, desde ao “porque gosto de ouvir música” ao estar “sempre informada”, as pessoas não deixam de sentir que a rádio lhes faz companhia durante o dia e ainda “alivia um bocadinho do stress” ou até para “não morrer de tédio de casa ao trabalho, e vice-versa”.

            Apesar da maioria das pessoas gostarem da rádio, há sempre alguém que tem uma opinião contrária à da maioria e limita-se a responder num simples “não” quando a pergunta é se “gosta de ouvir rádio”

(Para ouvir as outras opiniões em entrevista completa e no VoxPop, clique no seguinte link http://postsdepescada10.blogspot.pt/search?updated-max=2017-05-17T01:05:00%2B01:00&max-results=5&start=25&by-date=false ).


Trabalho elaborado por

Débora Gomes
Miguel Dantas
Rute Cunha
Sara Arinto
Soraia Esteves


Escola Primária de Barcouço - Entrevista à coordenadora

https://www.youtube.com/watch?v=JHrzFkh5YHY&feature=youtu.be

Entrevista  à Coordenadora da escola sobre a Escola Primária de Barcouço ( Condições,etc )


Trabalho Individual Atelier Cibercultura

Rodrigo Mortágua

Viajar: Um prazer, uma obrigação ou ambos?

Dada a imensidão do planeta em que vivemos, temos a possibilidade de viajar e conhecer realidades diferentes da nossa. A diversidade de culturas no mundo é um livro prestes a ser lido por todos nós, basta-nos fazer as malas e partir à descoberta.
Os motivos para viajar são variados mas entre os mais comuns destacam-se os profissionais e o prazer que qualquer indivíduo sente em descobrir novas realidades.
Dentro desta temática, estivemos à conversa com Alexandre Manaia, um jovem gestor de 29 anos que, dadas as circunstâncias da sua profissão, já conheceu meio mundo. Licenciado em Relações Internacionais pela Universidade de Coimbra, Alexandre conta-nos algumas das suas maiores aventuras, mostrando-nos o seu ponto de vista relativamente a outras culturas.

Alexandre em Pisa, Itália

 
 Relativamente à sua profissão, este jovem gestor de exportação de uma empresa nacional, vende mobiliário técnico para laboratórios, escolas e hospitais. Em Portugal a empresa é conhecida por equipar grandes institutos de investigação, universidades, escolas e empresas farmacêuticas. A escassez de novos projetos fez com que tivessem de se expandir e procurar novas oportunidades um pouco por todo o mundo.

“O meu trabalho consiste em angariar novos clientes /projetos e garantir um acompanhamento próximo desde a fase de projeto até à fase de finalização da instalação. Este acompanhamento pode ser bastante complexo já que garantirmos todos os serviços durante o processo, desde produção, planeamento, coordenação com construtora, transporte do material, instalação…” revelou-nos.

Garante ainda que o facto de viajar muito é uma vantagem, na medida em que torna o seu trabalho mais dinâmico e testa a sua capacidade de adaptação. Por outro lado reconhece que é importante interiorizar os hábitos e costumes de cada lugar que visita, de modo a criar uma fácil empatia com todos os envolvidos em cada projeto. Diz ainda que “teremos de ser nós a adaptar-nos a qualquer fator externo e nunca o contrário.”
Contudo, trabalhar e viajar não são a melhor simbiose, na opinião deste jovem. Afirma que “as viagens em férias são melhor preparadas e orientadas” e que, por vezes, existem países onde apenas vê o aeroporto e salas escuras de reunião.

Fotografia tirada por Alexandre no Palácio Vechio, em Florença

Por outro lado, Ana Gomes, licenciada em Turismo pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu considera que viajar é sempre um prazer e que foi por isso mesmo que decidiu escolher uma licenciatura que refletisse o seu gosto por viajar, seja em trabalho ou ludicamente.

“Quando vim para o curso de turismo sabia que teria viajar principalmente por trabalho mas acho que isso não será um condicionante porque apesar de serem viagens feitas em trabalho acabarão também por ser em prazer, mesmo tendo pouco tempo para conhecer o destino nessas viagens acho que o pouco que ficar a conhecer já será excelente para me enriquecer.”

Ana no Parque do Retiro, em Madrid

 
Ana garante ainda que o seu curso lhe deu uma ideia mais clara do tipo de atividades que as pessoas realizam durante as suas deslocações e que, mesmo viajando em negócios, a generalidade das pessoas tende a aproveitar o sítio para onde viaja, visitando os lugares mais icónicos e provando as comidas típicas, por exemplo.
            Por fim remata dizendo que não existe nada melhor no mundo do que conhecer realidades novas e que cada trajeto é uma aprendizagem.

“Como dizem: as viagens são algo em que gastamos dinheiro mas que no fim acabamos por chegar mais ricos do que aquilo que fomos.”

            Dentro deste assunto, foi ainda possível ouvir um jovem casal, licenciado em Gestão Turística e Hoteleira, que vê nas viagens a principal fonte do seu rendimento e que, através das mais variadas deslocações, conhece o mundo através dos restaurantes onde já trabalharam. Andreia Brito e Hugo Silva afirmam que viajar em trabalho e em lazer são duas realidades completamente distintas mas que não é por isso que uma é melhor que a outra.

“Somos obrigados a viajar em negócios muitas vezes mas como estamos ligados ao ramo da comida, não posso dizer que seja mau” afirmou Andreia entre risos.

Contudo são deslocações que requerem uma preparação diferente e isso é o principal fator que as distingue, na opinião de Hugo.

“É completamente diferente prepará-las [as viagens] caso queiramos ir de férias ou tenhamos que nos deslocar em trabalho. Até porque se formos trabalhar, na maior parte das vezes, necessitamos de ficar mais tempo fora do que em férias. Mas acaba sempre por compensar. É uma maneira de conhecer novas culturas e de nos enriquecermos enquanto profissionais desta área.”

Hugo e Andreia na Bélgica

Pode assim concluir-se que existem diversas formas de visitar o mundo em que vivemos e, sejam quais forem as motivações que nos levam a viajar, vale sempre a pena pegar na mala e sair da nossa zona de conforto. Estes jovens, à semelhança da maioria em Portugal, vêm no estrangeiro uma oportunidade de singrar, sabendo que seremos mais ricos se nos humildarmos ao ponto de nos predispormos a conhecer aquilo que está para além das nossas fronteiras. O trabalho obriga-os a sair do país mas nenhum deles vê isso como um inconveniente, muito pelo contrário.

Trabalho realizado por:
Ana Rita Nunes
Beatriz Manaia
Eva Silva
Maria João Gouveia
Paulo Renato Vieira


Jonathan Margarido, o "diamante em bruto" da Sofia Escobar

Jonathan Margarido é um jovem de 25 anos, licenciado em Gerontologia pela Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro e apaixonado pelo teatro musical. Participou no programa Got Talent Portugal em 2016, chegou à semi-final e inclusive foi repescado para uma segunda oportunidade após ter sido expulso. Depois do programa participou no musical "Cinderela - O Musical", na terceira edição "Idíoladas - A Arte da Maior Idade" e foi ainda reconhecido na categoria "Cultura", na XIII Gala Vaga D'Ouro em Vagos. Está ainda envolvido na radionovela "Becos de Amor" a ser transmitido na quinta edição do Festival Rádio Faneca, a decorrer de 2 a 4 de junho.

Jonathan no pré-casting do Got Talent Portugal

Quando começou o interesse pelo teatro musical?
Sempre quis cantar e sempre vi musicais mas nunca tinha coragem de ir para um palco ou de procurar esse sonho porque era muito envergonhado, era muito metido em mim próprio. No entanto, houve uma altura da minha vida, em que disse: “Não! Eu se calhar gosto disto e vou inscrever-me em aulas de canto”. Inscrevi-me há cerca de 3 ou 4 anos. Nesta escola não havia teatro musical, depois conheci a Kika que é a minha professora de canto, como ela também gostava de teatro musical, juntámo-nos e foi uma coisa que construímos os dois. Com os “empurrões” dela, comecei a ir para palco, comecei a cantar e a fazer algumas performances. A minha voz mudou completamente e com as aulas de canto mudou ainda mais, com isto ganhei mais confiança e foi aí que comecei a perceber que eu gosto de fazer teatro musical.

O que te levou a participar no Got Talent Portugal?
Não foi uma escolha minha (risos). Era uma quarta-feira e recebo uma chamada da Kika a dizer “ Vais receber uma chamada da RTP e vais ter casting sexta” e desligou. Nesse momento caiu-me tudo. Só pensava que não queria passar vergonhas, ou seja, tive basicamente aquele pensamento que todos temos. Depois o senhor ligou, começou a falar do casting e a dizer que me tinham inscrito, então foi nesse momento que decidi arriscar. A Kika também quase que me obrigou a ir, por mim nunca me tinha inscrito num concurso televisivo.

Ainda bem que ela o fez, não concordas?
Agora vejo dessa forma mas na altura não.

Qual foi momento que mais te marcou no programa?
As palavras da Sofia Escobar, é a pessoa da área, uma pessoa que admiro muito. Quando disse “tu és um diamante em bruto” aquilo para mim foi importante. Mas não só, uma coisa simples e que se calhar muitos não dariam valor foi no primeiro casting poder cantar no coliseu, só o simples facto de estar ali. Eu estava encantado, é uma sala linda e estava cheia de gente. Só por isso já tinha ganho, independentemente do que o júri dissesse.

Jonathan no papel de rei no musical da Cinderela

Sentes que a participação mudou a tua vida de alguma forma?
Mudou completamente a minha vida. Sou uma pessoa muito mais confiante. á não sou tão tímido, agora canto em todos os sítios e mais alguns e estou em 1001 projetos. Ou seja, a pessoa que eu era ficou para trás. Entretanto fiz o casting para o Pinóquio, que por acaso até foi a Sofia Escobar que me deu a conhecer, mas não fiquei com o papel. Acabei por mais tarde conseguir entrar no musical da Cinderela.

Como é fazer parte da peça Cinderela?
Se eu fosse dizer a alguém que o meu sonho era ser o rato da Cinderela acho que as pessoas ficavam a olhar para mim. Fazia 4 personagens: o rato, o rei, o padre e o criado. Somos um elenco de menos de 10 atores, então todos têm mais do que 1 personagem e existem momentos certos em que se troca a roupa/personagem. Eu saía de lá mais suado do que a fazer ginásio (risos).
Foi um grande desafio. Porque eu sei cantar e na representação safo-me bem mas há outra parte no teatro musical, a dança. Aqui deixava muito a desejar só que agora já não, evoluí bastante. Cresci imenso com esta peça.

Achas que teatro e gerontologia se complementam / influenciam de alguma maneira?
Claro que sim! Eu fiz o número de abertura de teatro musical com 3 idosas num projeto em Ílhavo, o Idíoladas. Foi um desafio, eram pessoas que nunca tinham lidado com estas coisas de cantar, dançar e de certa forma representar, ou seja, de encarnar uma personagem. O tema também não era fácil para pessoas mais velhas, era cabaret. Foram quatro meses de muito trabalho, preparei o número, pesquisei sobre o tema e criei os instrumentais e as coreografias. 

O que é o Idíoladas?
É um evento de amostra de artes de terceira idade, onde várias instituições, as IPSS de Ílhavo, fazem números de música e teatro. O meu grupo ficou encarregue de fazer a abertura do espetáculo.

Como foi fazer parte do Idíoladas?
Aprendi muito, nós temos uma expectativa de como as coisas costumam ser mas nunca sabemos como é que vai ser com a terceira idade. Não sabemos como vão reagir, se conseguem cantar e dançar ao mesmo tempo, ou se temos de adaptar os atos às pessoas. Eu tive de tornar as coreografias mais simples e escolher músicas portuguesas, por exemplo. Foi um autêntico desafio mas bastante gratificante.


III Edição Idolíadas, a Arte da Maior Idade

Foste nomeado na categoria de cultura na XIII Gala Vaga D’Ouro, o que é que sentiste ao ver este tipo de reconhecimento do teu trabalho?
A Gala Vaga D’Ouro é um dos eventos mais importantes de Vagos, é onde premeiam as instituições, as entidades, as pessoas que de alguma forma mudaram Vagos. Eu fui nomeado por ter participado no Got Talent, em conjunto com duas grandes instituições: Vagos Metal Fest e Banda Vaguense. Fiquei bastante surpreendido com esta nomeação, ainda mais surpreendido por estar no meio de quem estava. Ganhou a Banda Vaguense e foi muito merecido. Qualquer um era merecedor do prémio pela importância que tem em Vagos, mas sim, fiquei muito feliz só pelo facto de ter sido nomeado.

Quais são os teus projetos futuros?
Neste momento trabalho numa IPSS, no entanto não sei se volto a aceitar a Cinderela ou não. O teatro em Portugal é uma área muito instável, então tive de procurar algo mesmo na minha área e deixar o teatro musical um pouco para segundo plano. Gostava de tirar um curso de teatro musical porque nunca tirei, tudo o que aprendi foi com a minha professora de canto e a fazer a Cinderela. Estou também a participar numa radionovela com os idosos de Ílhavo e outros projetos comunitários. A Kika dá aulas numa escola de teatro musical, nos Covões. São muitos alunos e ela precisava de alguém que fosse o seu braço direito então propôs à direção que eu me juntasse a ela e aceitaram. Começo dentro de um mês e vou ficar na parte da encenação e coreografias. Eu na parte das coreografias! (risos) Vamos fazer o musical Cats, vai ser um novo desafio porque em vez de trabalhar com idosos vou trabalhar com crianças.

"...o teatro musical vai estar sempre presente, quanto muito como hobby."


Nunca pensaste sair do país por causa do teatro musical?
Já, mas há sempre aquele receio se vai correr bem ou não. Depois tirei o meu curso e é tipo deixar para trás muita coisa por algo que não sabes se vai dar certo. Mas não meto essa hipótese de parte, se surgisse um bom convite era capaz de aceita e tenho tanto para aprender ainda.


Onde te imaginas daqui a 10 anos?
Não sei, isso é muito complicado de responder. Estou numa fase em que gosto do que estou a fazer mas não sei se é isto que vou fazer para o resto da minha vida.
Daqui a 10 anos não faço ideia mas o teatro musical vai estar sempre presente, quanto muito como hobby.

Que conselho dás a quem tem sonhos?
Não façam como eu, arrisquem! Corram atrás, nem toda a gente tem uma Kika como eu.



Trabalho realizado por:
Fábio Oliveira

Rotas e Rotinas

https://soundcloud.com/posts-de-pescada/rotas-e-rotinas

Uma rubrica que incide sobre a vida dos que mais viajam e expõe diversas temáticas de um mundo por descobrir.

sábado, 3 de junho de 2017

Vox Pop - (Des)cultura Geral

Será que a cultura geral está favorável em Coimbra?
Fomos para as ruas, tentar descobrir!

https://youtu.be/ammvBfGnDEY

Ana Domingues
Bárbara Rodrigues
Cátia Cardoso
Jéssica Oliveira

"É inevitável haver música no mundo" - Entrevista a Mariana Pedrosa

Mariana Pedrosa, aluna do 12ºano do curso de ciências e tecnologias no Colégio Doutor Luís Pereira da Costa, não esconde o seu amor por música que surgiu em tenra idade.
Atualmente, com 17 anos, para além de já ter feito parte de algumas bandas, de tocar eufónio na filarmónica de Monte Redondo, ensaia um coro juvenil e dá ainda, aulas de canto.
A música tem sido uma constante na sua vida e, no que depender de Mariana, continuará a ser.

https://www.youtube.com/watch?v=j96lnuNLbBY

Trabalho individual
Ana Domingues, 20150115

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Os jovens e a informação

Será esta classe etária menos interessada pela informação, ou estará apenas cansada de a receber?!


 É inegável que os jovens desde muito cedo recebem informação sobre as mais diversas questões. Os horizontes alargaram-se e vivemos uma realidade completamente diferente. Hoje já nem procuram informação, “com as redes sociais agora é mais fácil. Mesmo a falar com o meu grupo de amigos é mais simples. A informação agora vem ao nosso encontro, e conseguimos discutir mais assuntos.”, diz-nos Rafaela Fernandes, estudante de mestrado no curso de direito. Vivemos na era das redes sociais, está na moda ler e ter blogues, no facebook são diversos os jornais com plataforma online e os youtubers apresentam ainda diversos conteúdos de uma forma bastante simples e dinâmica. Perante todas as facilidades, o caminho escolhido é claramente o mais simples. 


Rafaela a recorrer à plataforma digital.

 Embora muitos considerem o contrário, os mais novos gostam de estar bem informados. Rafaela diz que o que a motiva a ir à procura de informação é manter-se atualizada “mas quando começo a ler informações que para mim são más, sou eu quem vai à procura destas noutras fontes.” Da mesma opinião temos Nuno Fernandes, um estudante de Linguas e Humanidades, que para além da facilidade “por vezes tratam-se é de informações incompletas, ou totalmente erradas” mas que quando isso acontece recorre também a outras fontes.
 Defendem a qualidade, a objetividade e a simplicidade de compreensão dos conteúdos, sendo que “a informação 
sensacionalistaé praticamente abolida, assim como aquela que engloba a vida pessoal de famosos”.

 Rafaela diz que com a universidade o nível de consumo de informação mudou, “exige-me que esteja mais ocorrente de certos assuntos. E faz também com que vá à procura de muitas informações relacionadas com o meu curso, que estão também correlacionadas a temáticas atuais.”
Não podemos ignorar que recebem muita informação diariamente, tanto na escola, como na universidade e este “bombardeamento” pode ser um motivo bastante credível para serem considerados como os menores consumidores de informação. Antes pelo contrário, gostam e procuram construir uma opinião bem sólida sobre os mais diversos assuntos, e preocupam-se com questões atuais. João, um jovem de apenas 16 anos, confessa “há sempre tempo para ler, para consumir informação“ e que já não sabe viver sem informação, pois sente a necessidade de se atualizar sobre as mais diversas temáticas. Apenas existem mais alternativas e estes recorrem às mesmas.

João a fazer uma pausa para a leitura.

Trabalho realizado por:
Ana Carolina Pereira
Ana Margarida Costa
Diana Teixeira
Fábio Oliveira

A cidade "desconhecida"

                 
Cidade de Felgueiras









   
Sou estudante de comunicação social em Coimbra. Quando saíram as colocações fiquei super feliz, pois finalmente ia morar numa cidade grande. Já sonhava com as idas ao shopping, tomar um café à noite com os amigos, e ser finalmente independente. Estava eufórica, ia sair do meio pequeno, a minha vida ia mudar.
   Felgueiras é a minha cidade, para mim o dito “fim do mundo”. Hoje, moro em Coimbra há quase dois anos e sinto saudades da minha terra.
É desconhecida para muitos, mas vão ficar surpreendidos com a quantidade de coisas boas que lá existem.
   Felgueiras é um concelho constituído por 32 freguesias. Não é uma cidade grande, mas contem tudo o que necessitamos para sobreviver.
   Esta cidade tem a menor taxa de desemprego do país. As pessoas maioritariamente trabalham no setor fabril. Exportamos sapatos de qualidade para quase todos os cantos do mundo. O pão de ló de Margaride também é uma especialidade da casa. Há pessoas a percorrerem centenas de quilómetros para comprarem uma caixa de pão de ló, que por sua vez já ganhou prémios de excelência.
   O bordado também é bastante conhecido, muitas mulheres nas aldeias praticam esta atividade. É bastante caro devido ao trabalho minucioso e à qualidade que é apresentada, existem pessoas a deslocarem-se de Lisboa até ao Norte para adquirirem uma toalha bordada. A casa do risco é uma grande referência nacional dentro desta área.
   Mas não ficamos por aqui, a maior produção de kiwis do mundo encontra-se mesmo em Felgueiras, é uma mais valia para a região, pois cria mais emprego, e mais uma vez subimos os números da exportação.
No que toca à gastronomia existem restaurantes de excelência, são poucos mas existem alguns. O cabrito pode ser considerado como a especialidade da casa em alguns deles. E claro que para acompanhar um bom prato quer-se um bom vinho. Lixa é uma cidade que integra o concelho de Felgueiras, é conhecida pelo seu vinho. Já se perde a conta à quantidade de garrafas que foram exportadas.
   O monumento mais bonito desta cidade é o Mosteiro de Pombeiro, em norma celebram-se lá vários casamentos, devido às suas estruturas que têm bastante qualidade e são enormes, e também porque é o sonho de qualquer noiva. 


                    
Mosteiro de Pombeiro

       Este concelho ainda pertence à Rota do Românico, devido às grandes histórias que os locais têm para nos contar. Estes para além de importantes por serem um marco para o país, são também especiais pelo encanto que têm.
   Apesar de termos coisas muito boas não podemos esquecer que já estivemos envolvidos num escândalo devido à Fátima Felgueiras, e isso fez com que Felgueiras ficasse conhecida para muitos como “terra do saco azul”.
   É uma cidade pequena mas com muito para oferecer! Esta é a minha cidade, aquela de que sinto falta...
   Não podem discordar, é uma terra maravilhosa!


Um dos monumentos da Rota do Românico


Diana Teixeira

Atelier de Cibercultura

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Hit the road Jazz !


Hit the road Jazz !


A cidade do Funchal, prepara-se para receber em Julho “a quase” emancipação do Jazz. A 17º edição do Funchal Jazz, acontece, como costume, a 13,14 e 15 e reúne um dos cartazes mais fortes de sempre. 


cartaz 2017



Realizado desde 2000 pela Câmara Municipal do Funchal e há três anos dirigido pela empresa Choose Fantasy, os três dias dedicados ao Jazz acontecem no Parque de Santa Catarina, no centro do Funchal. O cartaz está completo e confirmados estão João Barradas, Saxophone Summit, Rudy Royston, Kurt Rosenwinkel, Bill Frisell e a lenda Charles Lloyd.


André Santos, autor do álbum Vitamina D, admite “O Paulo Barbosa, diretor artístico há três anos, tem feito um excelente trabalho na programação, reunido grandes nomes nacionais e internacionais da atualidade do Jazz e este ano não é exceção, cartaz de eleição!”



capa Àlbum Vitamina D


Para o guitarrista João Rodrigues “Os três guitarristas que compõem o cartaz desta edição, são verdadeiras inspirações. Rosenwinkel, provavelmente é o guitarrista de jazz mais influente do séc XXI. Frisell é uma grande referência nas últimas gerações de guitarristas, inclusive para o próprio Rosenwinkelassumido pelo própriotem uma voz muito particular e inconfundível. Quanto ao André Fernandes, é português mas para mim tem qualidade igualável.”

Evocando a passagem do milénio, foi em 2000 que pela Câmara Municipal do Funchal nasceu esta iniciativa. Durante uma década aconteceu na Quinta Magnólia e acolheu nomes como Diana Krall ou o falecido Ray Brown.

Diana Krall 















Para André Santos, com formação pela Hot Club Portugal, “é importantíssimo assistir a pelo menos seis concertos de Jazz do mais altíssimo nível anualmente no Funchal” é um festival que não dispensa desde os 12 anos. Sempre deteve preferência por este estilo musical e admite ter assistido a músicos lendários ao longo dos tempos. Quanto aos últimos três anos, com novo programador, “tive a oportunidade de ver vários músicos que se destacam e que reinventam o Jazz e são a marca do Jazz actual: Jason Moran; Ambrose Akimusirie; Fred Hersch, etc.”



André Santos em atuação

Presença em todas as edições, a madeirense Jani Anjo, gostava do estilo aprendiz das primeiras edições “era um ambiente mais descontraído. Havia cadeiras, mas as pessoas optavam pela relva. Quanto aos artistas, atualmente confesso que a qualidade é muito superior. Há outro público, verdadeiros amantes de Jazz, o que fez subir a fasquia.”

Sobre a dimensão do espetáculo, André perfaz: “A palavra passa rápido no meio do Jazz e tocar num festival localizado num sítio como a Madeira, com a receção e tratamento de luxo que é dado aos músicos, é fácil toda a gente querer tocar no festival. “O próprio já atuou no palco secundário como banda base das Jam Session, classificando a experiência como excelente.“ A grande maioria dos músicos do palco principal juntou-se a nós para partilhar música na Jam e alguns deles ficaram a partilhar histórias connosco depois disso”, acrescentando, “isso é das coisas importantes que um músico pode ter, partilhar música e histórias com músicos incríveis.”

João Barradas é o “cabeça de cartaz” português. Acordeonista, já premiado pelo Troféu Mundial de Acordeão, formou-se no Curso Oficial de Acordeão do Conservatório Nacional, concluindo com 20 valores. Durante todo o seu percurso, tem vagueado entre o Jazz, Musica Clássica e improviso.
                    João Barradas

Saxophone Summit, são os segundos a subir ao palco. Formado por três saxofonistas com projetos independentes (Dave Liebman, Joe Lovano e Greg Osby) juntaram-se ao pianista Phil Markowitz (65 anos), ao contrabaixista Cecil McBee (82anos) e ao baterista Billy Hart (77anos). A organização do Funchal Jazz confessou que  “a secção rítmica é um verdadeiro portento cuja acção acusa mais a experiência do que a idade dos seus constituintes”. De salientar que Joe Lovano é considerado o saxofonista mais galardoado da atualidade, sendo conotado como “uma espécie de ‘Papa’ do Jazz”.


Saxophone Summit

Da América, é confirmado o baterista Rudy Royston para o segundo dia. Nascido no Texas, foi referido no New York Times, pelo crítico de música Nate Chinen, como “um talento de primeira linha”.

No mesmo dia sobe “ao pódio” o seu conterrâneo, o guitarrista Kurt Rosenwinkel CAIPI Band.


Kurt Rosenwinkel

O último dia acolhe o premiado Bill Frisell e os seus dois companheiros, o baixista Tony Scherr e Kenny Wollesen. Frisell em 2004, 2009 e 2016 recebeu a nomeação para o Grammy, tendo em 2005 vencido na categoria de Melhor Álbum de Jazz Contemporâneo. O encerramento será feito pelo saxofonista de 79 anos, Charles Lloyd que segundo a direção “parece estar a tocar melhor do que nunca, de uma forma cada vez mais intensa, inevitavelmente lírica e escandalosamente bela”.


Charles Lloyd



O conhecido guitarrista Carlos Santana, classificou Charles Lloyd como “um tesouro internacional”. A não perder, no Funchal








Ana Sofia Jesus 2012316