segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Revista Resistance


resistance1 by Posts de Pescada


A revista Resistance surgiu em 2011 quando um grupo de três jovens, depois de acharem que a revista onde se encontravam os censurava, decidiram criar uma revista que fosse "diferente" das demais, assim apareceu a revista Resistance.

No começo, a revista, contava com apenas três elementos, todos eles alunos do departamento de física da universidade de Coimbra, contudo este projeto tem ganho muita força, sendo que neste momento a revista já apresenta aproximadamente 25 elementos. A revista caracteriza-se por total independência financeira, auto-financiando-se através de jantares de convívio e realização de palestras e workshop's. Deste modo é garantida uma distribuição gratuita e uma revista imparcial. 

A revista caracteriza-se por ser "anti-sistema", vocacionada para os alunos e por fugir um pouco ao politicamente correto( como é possível observar no Voxpop abaixo). Esta publicação é vocacionada para assuntos de interesse dos alunos, principalmente da área de ciências, de onde é originaria a revista, contando com categorias como música, videojogos, cronicas, entrevistas de personalidades do departamento de física, manual de cozinha do estudante, experiências de estudantes fora do país, bem como experiências de ex-alunos, entre outras.
A primeira edição da revista saiu a dez de Abril de 2011, neste momento a revista já conta com sete publicações( http://www.slideshare.net/Resistancemag/resistance7), sendo que a próxima edição sairá ainda em Fevereiro,  fiquem atentos!



Para colaborações com a revista, ou mais informações:  resistancemag@gmail.com




                                                            

                                                                                                                  


                                                                                                                                        por:João Faria





Esta é a minha cidade!




por: Rita Morais

A crise no semestre passado



Com o início do novo semestre, voltam, para a maior parte dos estudantes de Coimbra, as preocupações com a gestão financeira. Apoiados pelos pais ou em estatuto de trabalhador-estudante, torna-se fulcral a poupança, que se manifesta de diferentes maneiras, mas é cada vez mais tomada em conta.

Já no semestre passado, a população estudantil havia sofrido as represálias das cada vez mais reformuladas ‘medidas de austeridade’. Evitar gastos desnecessários no sector da alimentação e contenção nas saídas e nos jantares extra-casa são caminhos tomados por muitos, bem como um planeamento das viagens para a cidade, com implementação de sistemas de boleias. Fez-se referência à Associação Académica e aos meios que esta pode disponibilizar para apoiar os estudantes, que passam por refeições para os mais necessitados e pela continuação da elaboração de vouchers e preços especiais para eventos académicos.

Como meio de referência cultural e internacional, vários estudantes brasileiros não se identificam com a crise vivida em Portugal. Com o apoio do Governo brasileiro são capazes de se sobreporem à situação nacional, mas ficam sensibilizados com os testemunhos dos colegas portugueses, e assoberbados com as manifestações e descontentamento geral em Portugal.

Apesar de todas estas dificuldades, mantém-se, na maior parte dos casos, uma atitude positiva; há fé numa mudança para melhor, para que para além de um presente mais confortável, seja possível um futuro estável, com oportunidades de trabalho para todos e em todos os sectores.


por: Eduardo Oliveira 



*Este artigo está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Geração aleatória





Todos estes jovens, com idades compreendidas entre os 18 e 23 anos, cresceram nos anos 90. Acompanharam o mais rápido desenvolvimento tecnológico de que há memória, viram os melhores desenhos animados, e são provavelmente dos últimos que se lembram dos Jogos sem fronteiras.

São, segundo a lei, adultos. Estudantes, trabalhadores e desempregados, a tentar iniciar a sua vida independente, que se deparam com um dos piores cenários da história económica. Uma crise da qual, são eles quem menos culpa tem, mas quem mais forças terá de possuir para a enfrentar. Querem ser artistas, chefes de família, bons profissionais, pais, viajantes… acima de tudo felizes. Sonhadores, com ideias diversas, mas sempre com algo em comum. A vontade de triunfar.

Esta, é chamada por muitos, a geração mais instruída de sempre, num mundo cheio de portas, mas com poucas maçanetas. Gosto de lhe chamar, geração aleatória.





por: Marcelo Carvalho

*Este artigo está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Dançar ou viver?



O conceito de jazz tem origem por volta de 1808 com o tráfico de escravos no Atlântico que trouxe meio milhão de africanos aos Estados Unidos. As tradições de músicas tribais por eles trazidas formaram um conceito de danças e sons diferentes, tudo isto misturado com a cultura europeia, criticada e “gozada” pelos escravos. Os instrumentos de extrema sonoridade usados pelos mesmos foram proibidos para que não fosse possível a transmissão de mensagens codificadas. Por este motivo, foram criados instrumentos com os materiais disponíveis que iam tendo. Os chefes eram os primeiros a incentivar com o propósito de unir o grupo.


No início do séc XIX os escravos começam a aprender a tocar instrumentos ocidentais, o que os torna monetariamente mais valiosos na sua sucessiva “venda” ou “troca”.


Nova Orleãs foi o palco destes acontecimentos pela mistura cultural que apresentava, tanto de africanos como de europeus.


Este género tem como momento principal a década de 1920 a 1960, sendo este período considerado como o auge do Jazz e desta cultura que o rodeia. As suas origens estilísticas nascem de uma mistura de Blues, Folk, Ragtime e Marcha.


Em meados dos anos 30 surge o Swing, primeiro estilo popular do Jazz, de seguida, em 1945 surge um estilo muito mais radical, o bebop sendo ampliado nos anos 50 com o hard pop. Em resposta à agressividade destes géneros aparece no final dos anos 50 o Cool Jazz e no final dos anos 60 surge a fusão do Jazz com o Rock, despertando inicialmente inovação e de seguida dúvida


Ultrapassando agora a história e focando o conceito, particularmente, afirma-se que Jazz não é o que se toca, mas sim como se toca. O Swing e a Improvisação são dois elementos absolutamente necessários na “performance” de Jazz. Diz-se também que uma apresentação de Jazz, não o é se não tiver um pouco de improvisação. Fazer jazz significa assumir um risco pois há que preencher o papel de compositor instantâneo com o risco de preencher um silêncio de possível confronto. O conceito de Improvisação trata-se de produzir, em tempo real no exato momento o que se toca. O Swing, numa definição apresentada por André Francis, significa trazer à execução de uma peça um certo estado rítmico que determine a sobreposição de uma tensão e de um relaxamento, é portanto dar flexibilidade a um ritmo, dar “balanço” a uma frase, e contudo manter a precisão, preservar o foco da música, evitando que ela perca carácter incisivo.


Dentro do jazz existe o Jazz Dance, que é uma expressão pessoal criada também nos mesmos moldes do Jazz original mas passando pela experiência do sapateado, sendo novamente uma crítica às danças usadas pela cultura “branca”. Nos navios usados para transportar os escravos de África para os Estados Unidos, os que não morriam por doença eram obrigados a dançar para se manterem com saúde, usando todo o tipo de instrumentos e danças para o fazer. Da mistura de danças, nasce então o Jazz Dance. Esta expressão artística reveste-se do Modern Jazz Dance, do Soul Jazz, do Rock Jazz, do Disco Jazz, do Free Style e do Jazz.


As características deste género de expressão incluem a isolação, uma explosão de energia que se irradia e um ritmo pulsante que dá balanço certo e a qualidade do movimento.


Em Portugal surge numa garagem em 1948 com o HOT CLUBE DE PORTUGAL, sendo atualmente reconhecido nacional e internacionalmente. Tal como anteriormente referido é um estilo alternativo e por isso de difícil caracterização, vai ao encontro da postura do vocalista (do seu estado de espírito ou maneira de estar na vida) ou do “soulista”.


Focando agora a cidade de Coimbra, ainda em crescimento e reconhecimento cada vez mais valorizado, encontra-se o JAZZ AO CENTRO CLUBE, constituído a 30 de Abril de 2003 no meio de uma parceria com o evento Coimbra Capital Nacional da Cultura, uma maneira de internacionalizar encontros de Jazz no centro do país, tendo como objetivo a divulgação, promoção e ensino deste estilo nacional. As parcerias começam a surgir e em 2005 nasce a primeira revista de Jazz de edição nacional, projeto este de imensa visualização. O festival Itinerante de Jazz nasce em 2006 com o objetivo de levar este estilo musical a todos os municípios portugueses. Passa então a ser reconhecido pelo Presidente da República e com estatuto de Interesse Cultural atribuído pelo Ministério da Cultura. No site do Jazz ao Centro Clube (http://www.jacc.pt/main.php) é possível fazer uma excelente pesquisa desde notícia publicadas sobre jazz, a músicos e correspondente perfil, formações que decorreram ou decorrerão numa data específica e como não poderia deixar de ser, contactos.


Jazz ao Centro Clube tem em Coimbra uma parceria com o Salão Brazil localizado no Largo do Poço, nº 3, 1º andar, no coração da baixa da cidade de Coimbra é palco atual de grandes nomes da música Jazz, conjuntamente com a gastronomia típica portuguesa, um espaço onde se conjuga o bom gosto musical com a excelente gastronomia nacional. É uma Associação Cultural sem fins lucrativos, presa apenas pela divulgação de um estilo tão inconstante e bonito, todas as semanas apresenta uma agenda bastante completa com nomes nacionais e internacionais, é possível a consulta em http://www.facebook.com/SalaoBrazilfan.


por: Patricia da Costa 


*Este artigo está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico