quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Televisão privada sem opções

Atualmente existem dois canais privados na televisão portuguesa (SIC e TVI). Se tivermos em conta a programação de ambos, verificamos que são bastante semelhantes, o que seria bom se os programas fossem adequados às necessidades da população. Acontece que tudo se baseia em programas como telenovelas, reality shows, entretenimento e pouco mais. Ora uma população envelhecida e de certo modo pouco instruída delicia-se com este tipo de programas. E quanto mais ridículo for o conteúdo do programa, mais audiência consegue.
É o que acontece com os reality shows transmitidos maioritariamente pela TVI, repletos de episódios grotescos protagonizados por um grupo de pessoas sedentas de fama, submissas a qualquer episódio que lhes seja proposto fazer (ou então fazem-no mesmo para agradar o público que vota e gosta de um bom escândalo dentro da casa). É o tipo de programa que o espectador português gosta de ver já que não é obrigado a pensar nem questionar nada.
Por sua vez, as telenovelas estão presentes nos dois canais. Seriam uma aposta razoável para entretenimento, não fosse o elevado número delas que entra diariamente nas nossas televisões. No final do jantar não há nada melhor que acompanhar duas ou três histórias fictícias altamente previsíveis (como gosta o bom português) com amores e desamores que nada têm a ver com a realidade. No final já se sabe que os “bons” vivem felizes para sempre e os “maus” morrem ou ficam presos. A lengalenga é sempre a mesma e repete-se no mínimo três a quatro vezes por dia em cada uma das estações televisivas…
Já os programas a que habitualmente chamamos “programas de entretenimento” também marcam a sua presença em ambas as estações de manhã e à tarde. Umas poucas histórias de vida para dar a conhecer ao público que os vê a partir de casa, um passatempo para o telespectador, um público meio robotizado no estúdio e alguma (muito pouca) informação útil fazem parte deste tipo de programas.
Entre esta programação há espaço para algumas series e filmes, que são transmitidos ao fim de semana ou de madrugada, e para blocos informativos que nesta altura estão entupidos com notícias acerca da atual crise.
E o espaço para programas culturais? Pois, talvez não exista ou seja demasiado curto. Certo é que a população, tendo de escolher entre um canal cultural e um outro com a estrutura já referida, escolheria este último. Assim, e porque sendo canais privados têm de lutar pelo máximo de audiência, a disputa é sempre baseada em programas e programação estruturalmente idênticos. Na maioria das vezes o espectador só tem de escolher o apresentador que mais lhe agrada. Mas será que este tipo de programação agrada ao povo português ou aos “gigantes” que assim conseguem manipular e incutir as suas ideias à população? Talvez seja o perfil deste povo que não questiona nem procura saber que agrade aos tais “gigantes”. Se assim eles conseguem controlar a quantidade e qualidade de informação que nos chega, é-lhes conveniente que assim continue a ser.
Aqui fica o exemplo da grelha de programação de ambos os canais para terça-feira, dia 30 de outubro:
SIC: Jornal de síntese, Edição da manhã, Tween box: tower prep, Cartas da Maya – o dilema, Querida Júlia, Primeiro jornal, Toca a mexer – diário, Podia acabar o mundo, Boa tarde, Fina estampa, Jornal da noite, Momentos de mudança, Dancin’days, Gabriela, Avenida Brasil, Toca a mexer – diário, Mentes criminosas – conduta suspeita, Investigação criminal, The walking dead, Maré alta e Televendas.
TVI: Diário da manhã, Você na TV, Jornal da uma, Tempo de viver, A tarde é sua, Casa dos segredos 3 – diário da tarde, Doida por ti, Jornal das 8, Euromilhões, Casa dos segredos 3 – nomeações, Louco amor, Doce tentação, Casa dos segredos 3 – extra, Mistura fina e TV shop.
Ora, o que é que isto pode oferecer de novo a uma nação já por si pouco culta?

por: Fabiana Ferreira
 
*Artigo escrito ao abrigo do novo Artigo Ortográfico 

Uma esperança para o amanhã!

Portugal já tem vindo a sofrer bastante com medidas de austeridade e que continuarão a fazer parte da proposta do Orçamento de Estado do próximo ano. Esta situação coloca muitos entraves na vida dos portugueses e empresas a nível socioeconómico. Numa perspectiva económica, Teresa Costa, gerente bancária, esclarece algumas das perguntas mais frequentes em relação a esta temática.

Posts de Pescada: Qual o impacto destas medidas na vida dos portugueses?
Teresa Costa: No tal cenário é a diminuição da classe média para uma classe mais pobre, uma vez que há um grande risco e diminuição de capacidade de pagar dívidas/créditos bem como adquirir novos bens. Mas para as gerações vindouras, que serão as gerações dos jovens e, se calhar para o país em si daqui a meia dúzia de anos estará numa situação melhor do que a que está atualmente.
Apesar de ser uma situação atual, rápida de empobrecimento, no futuro, penso que o país terá condições mais elevadas de capacidade de se financiar.

P.P.: Quais são os investimentos que as pessoas podem fazer a nível de poupanças?
T.C.: Os investimentos não podem ser medidos só a nível da atividade bancária, porque as pessoas podem fazer poupanças sem ser a nível desta. Quando digo poupanças é tudo aquilo que as pessoas podem deixar de gastar superfluamente, pois, efetivamente, todos nós gastamos dinheiro em coisas que não necessitamos. Isso é uma forma de poupança, independentemente de quererem fazer planos pontuais ou mensais.
Com o dinheiro que vão amealhando e com a redução de alguns prazeres podem fazer poupanças graduais quer em casa quer nos bancos quer através dos certificados de aforro. Há ainda várias opções que as pessoas podem fazer de poupanças, como os fundos de investimento. Digamos que a banca não se resume só a aplicações de depósitos a prazo ou de fundos ou de obrigações. Há muitos investimentos, inclusive quem tem capacidade consegue fazer compras de dívida pública de Estados-Membros.

P.P.: Neste momento quais são as condições de acesso ao crédito?
T.C.: A banca como o próprio Estado, além do capital social e dos seus lucros, financia-se através do Banco Central Europeu (BCE) e é através desse sistema que os bancos depois produzem financiamentos ao público em geral. Não é o estado que põe lá dinheiro. Os bancos têm autonomia financeira total e própria. Financiam-se e vão ao mercado externo e ao BCE para depois emprestarem ao mercado interno.
No mercado interno, hoje, o acesso ao crédito é mais difícil, pelo facto de o país estar num efeito de resgate e os bancos não se conseguem financiar no BCE, onde as taxas estão mais baratas. E, portanto, muitos bancos estão-se a financiar através dos depósitos a prazo dos clientes. Isso traduz que realmente haja uma menor capacidade de financiarem internamente,
visto que os depósitos a prazo são a curto prazo e, normalmente, os financiamentos são a médio prazo.
Mas há dinheiro, há capacidade. Os bancos continuam a ter grande capacidade de financiar. No entanto, um dos factores que está a influenciar o acesso ao credito é o facto de as pessoas não demostrarem terem receitas suficientes para pagar os seus créditos.

P.P.: Como vê a tendência do crédito mal parado?
T.C.: O crédito mal parado ainda vai continuar a subir nos próximos tempos, porque não há estagnação do desemprego. O desemprego vai aumentar por força da redução de custos de receitas dos portugueses no próximo ano e pelo fator desemprego, previsto no próximo Orçamento de Estado. Portanto, o crédito mal parado em 2013 ainda terá uma certa tendência de aumentar a todos os níveis, quer a empresas quer a particulares.

P.P.: Acha que há propensão de as pessoas guardarem o dinheiro em casa com o receio de os bancos falirem?
T.C.: Guardar dinheiro em casa é imprudente. Primeiro, há um risco de serem assaltos; segundo, há o risco de haver um incêndio na casa e terceiro os bancos em Portugal, todos sem exceção, estão com capacidade de cumprir com os seus compromissos. São as únicas entidades internacionais que se regem com rigor e que dependem do Banco Central Europeu.
Os bancos centrais de cada país, em Portugal é o Banco de Portugal, em Espanha será o Banco de Espanha, etc, as normas instituídas pelo Acordo de Basileia e o BCE garantem que as instituições em Portugal tenham menos risco de falência.

P.P.: Há tendências para fechar mais agências?
T.C.: Fechar agências bancárias resulta de uma situação normal em redução de custos. Antigamente, nas grandes cidades, cada instituição tinha um balcão de 500 em 500 m. Hoje, não se justifica, porque as pessoas fazem a maior parte das operações online e não há dúvida nenhuma que as novas tecnologias vieram introduzir um fator de peso. Portanto, a redução de balcões não tem tanto a ver com a possibilidade de falências, mas sim com a redução de custos e também porque as pessoas vão menos ao banco.

P.P.: Qual é o ambiente que se vive nos bancos?
T.C.: Muito bom. Tranquilo. Na instituição onde eu trabalho, os gestores de topo e o próprio presidente reúnem-se regularmente com as equipas. Temos reuniões mensais com o diretor da nossa hierarquia e os próprios administradores são os primeiros a tranquilizar os colaboradores.
Eu não conheço casos de despedimento no meu banco. Porém, há um banco que veio para Portugal e, como tal, não tem a filosofia portuguesa, e propôs rescisões amigáveis; não mandou ninguém para o desemprego, mas deu indemnizações para quem quis aceitá-las.
O banco estava disposto a pagar determinadas indemnizações e houve pessoas que as aproveitaram e foram gerar outros negócios.
Penso que na banca não há efetivamente o perigo de desemprego a curto prazo. Há uma redução do pessoal até porque as pessoas mais velhas vão sendo convidadas para passarem à reforma. Isso é um ciclo natural da vida. É uma redução de custos e não de despedimentos.

P.P.: Qual é a sua posição face ao tema da privatização da Caixa Geral de Depósitos?
T.C.: Eu acho que o Estado tem que ter um banco nacional que lhes dê apoio nos seus investimentos e na sua forma de financiamento e, que neste caso, é a Caixa Geral de Depósitos (CGD).
Acho que a existência da CGD ligada ao estado deveria continuar. Não quer dizer que haja serviços, como por exemplo, a área de seguros, que é uma área que o estado não tem perfil ou sentido de acompanhar sejam privatizados. E, portanto, nesse contexto faz mais sentido a parte da saúde passar para área privada, cuja gestão é muito melhor do que a um banco de estado.
Relativamente à forma como é gerida a Caixa Geral de Depósitos não me pronuncio, visto não ter conhecimento da sua forma interna de gestão. Mas que não faz sentido privatizar não faz.
 
por: Patrícia Gomes
 
*Artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

“Depois do não, pára!”

A responsável pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima em Coimbra, Natália Cardoso, promoveu no passado dia 23 de outubro um workshop sobre a violência sexual, nas Residências dos Serviços de Ação Social do Instituto Politécnico de Coimbra.
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A atividade, inserida no “Projeto Unisexo” tem como público-alvo os estudantes do ensino superior. Os participantes, que se demonstraram sempre atentos e prontos a intervir, dizem-se enriquecidos com a experiência, prontos a passar a mensagem e a ficar alerta para qualquer tipo de contacto sexual, seja um toque ou beijo forçado, assédio ou coação sexual, violação ou tentativa.
Natália Cardoso relembrou a grande mensagem do projeto - “Depois do não, pára! Respeita a vontade dos outos. A violência sexual é crime!”- e apelou ao bom senso dos jovens apresentando-lhes dados de um estudo recente, realizado com alunos do ensino superior em Portugal, que revela que 29.3% dos seus colaboradores, 40% do sexo masculino e 60% do sexo feminino, já sofreram pelo menos um ato sexual não consentido.
A campanha de prevenção da APAV continuará a decorrer em parceria com diversas instituições e associações do país.
 
 
 
 
por: Joana Pestana e Sónia Miguel
 
*Artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
 
 

(Des)cultura Geral




por: Marilena Rato, Fátima Pereira e Joana Amado

Afinal, ainda somos portugueses!

Ainda me lembro de ser criança e dizer que queria ser médica ou professora! Ainda me lembro dos meus amigos dizerem “quando for grande quero ser…”. Quando for grande…Naquela altura, brincávamos ao faz de conta e, por um dia, os nossos sonhos, as nossas ambições tornavam-se reais! Nada nos impedia de sonhar e os nossos professores abraçavam os nossos desejos e não nos deixavam parar de lutar. Investiam na nossa educação e pintavam um futuro promissor para nós.
A maioria dos meus amigos de infância seguiu o seu sonho, mas o tal futuro promissor que estava [supostamente] à nossa espera tornou-se numa utopia! E agora? “Onde e quando poderei eu ter um emprego?” É a pergunta mais frequente que mergulha nos pensamentos desta geração. O desejo de singrar na vida ainda está presente nas veias destes jovens, mas será que com a situação precária que se vive nesta nação fragmentada ele vai permanecer? A frustração de ter gasto as poupanças dos pais nos estudos emerge ao saber que provável ou obrigatoriamente tem se que emigrar para conseguir, de certa maneira, alguma realização profissional. Certezas? Já é uma palavra que entrou no mundo dos arcaísmos!
E hoje? Será que os artistas de palmo e meio têm aspirações de ser alguém? O discurso mudou! A realidade para uns é contada como se vivessem num mundo encantador, mas os mais astutos já afirmam que só querem ter um trabalho! Pequenas almas em crescimento já não empregam a palavra “emprego”. Basta um trabalho! Para elas e para os seus pais! Saberão elas a crucial diferença entre trabalho e emprego? As palavras crise, desemprego, impostos, défice, greves, manifestações, pobreza, fome, austeridade, troika e muitas, muitas mais marcam o seu quotidiano! A maior parte delas já sente as dificuldades económico-monetárias no seio familiar: antes saíam mais, íam ao cinema, compravam roupa e brinquedos. Neste momento, algumas já não sabem o que é tomar o pequeno-almoço em casa! A preocupação primordial dos pais é arranjar comida. Esta constante inquietação de querer que nada falte aos filhos gera uma disfuncionalidade familiar que, por outras palavras, significa que os pais já não têm predisposição para brincar com os seus rebentos. Os afetos, as emoções e o bem-estar vão-se desmoronando paulatinamente!
Estas crianças já não sabem o que é viver e amar, que é “a eterna inocência, e a única inocência não pensar”. A bela inocência daquela idade está a ser consumida pelos “papões”. Os seus sonhos já são controlados, os seus desejos [se ainda os têm] são, assim que possível, destruídos pelo exterior. Afinal, que liberdade é esta? Liberdade camuflada? Outrora foi…mas hoje…?? E é nesta linha cronológica que nos temos de debruçar e solucionar: os nossos avós não viveram numa conjuntura favorável, mas os bens essenciais não lhes faltavam. Quiseram dar uma vida melhor aos seus filhos e eles assim a tiveram. Os rebentos seguintes, a minha geração, teve ainda uma vida melhor do que os pais até ao presente. E a seguir? Estes pequenos pimpolhos conseguirão ter uma existência melhor do que os nossos avós? Esperemos que sim, mas como?
Recordo-me de um jovem muito inteligente e humilde, ainda a estudar no ensino secundário, que poderia ser um óptimo profissional e quiçá reconhecido pelo seu mérito, a
desistir dos seus sonhos. Com quinze anos, este rapaz afirma que não tenciona frequentar o ensino superior, porque os seus pais não têm condições económicas que permitam este investimento. Já não refiro o fato de ele pensar que a desistência do ensino obrigatório poderá estar iminente. “O dinheiro já não chega para tudo, livros, transportes…”. Que futuro terá este país com estas gerações sem ambições ou as tendo sentem-nas presas?
A luta incessante do querer, do ser, do fazer não pode morrer! A pouca esperança que existe nos nossos corações tem que estar sempre acesa!
Afinal, ainda somos portugueses!
por: Patrícia Gomes

*Artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Os meios de informação

 
Começando pelo suporte papel, passando pelas ondas de rádio, seguindo por cabos de antena e acabando por chegar aos atuais meios digitais, o Jornalismo é visto como uma das atividades mais importantes numa Sociedade. Permite que os cidadãos se mantenham informados sobre o mundo à sua volta e que formem uma opinião sobre os assuntos considerados de ordem pública. Mas quais são afinal os meios que os cidadãos preferem para aceder à informação? Será que a sua qualidade tem acompanhado esta evolução? E o jornal tradicional? Deverá ser substituído pelos meios digitais como a Internet? O Posts de Pescada saiu à rua e foi tentar encontrar resposta a estas e outras perguntas sobre os meios de informação. 

 por: José Pereira e João Pedro Rodrigues
 
*Artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Um Marco nas Obras

Era de manhã em Setembro. Fomos acordados pela nossa vizinha que tocava a campainha freneticamente. “Estão a multar todos os carros estacionados na nossa rua! Tirem o vosso daí, rápido!” Era verdade. Por nenhuma razão aparente, um polícia estava a passar multas aos carros dos vizinhos. A minha mãe apressou-se a tirar o carro dali.

Nos 13 anos que morámos em Marco de Canaveses, nunca tal tinha acontecido. Questionado, o polícia explicou que devido ao início de obras na estrada principal da cidade a nossa rua iria fazer parte de um desvio. Como iria ter muito mais tráfego, os carros não poderiam estacionar-se ali. E foi assim que começou a saga das obras de reurbanização do Marco.

Este grande projecto organizado pela Câmara Municipal visa remodelar o centro da cidade e implica um investimento de cinco milhões de euros. Pretende melhorar infra-estruturas, como os esgotos e parques de estacionamento, e facilitar o movimento de veículos e pessoas. Além disso, vai transformar alguns espaços públicos, como a Casa do Povo, de forma a serem mais úteis para a população. Tudo isto para o centro ficar “ainda mais bonito, acolhedor e acessível para todos”, como se pode ler no site da Câmara. Isto deve impulsionar e dinamizar a economia e o comércio locais, o que compensará o investimento inicial. O resultado final parece promissor mas, por enquanto, reina o caos.

O plano divulgado inicialmente era remodelar a estrada principal por fases, mas já na primeira fase de obras a construtora foi contactada e pedida para avançar com outra etapa ao mesmo tempo. Agora, o barulho das obras enche os ouvidos e onde antes ficava a estrada está apenas um buraco cheio de terra que atravessa a cidade. Em dias secos a poeira levantada evoca o Velho Oeste americano e fica presa na garganta dos moradores. Com a chuva, as ruas ainda abertas escorrem rios de lama. A pacata rua onde moro tornou-se numa rua muito movimentada, usada frequentemente por autocarros e camiões do lixo. Ao depararem-se com o desvio, os condutores param, confusos, e causam filas de trânsito, antes de seguirem pelo único caminho disponível. Os dias de feira, então, são uma loucura. Para os moradores emaranhados nesta confusão torna-se difícil ter paciência e esperar pelos efeitos que a longo prazo serão positivos.

2013 é ano de eleições autárquicas e o actual presidente não pretende perder. Embora seja tradição fazer obras públicas antes das eleições, esta poderá ser a campanha de reorganização mais profunda que a cidade já viu. Com as obras a afectarem os negócios de alguns dos moradores, como a fábrica e as lojas na estrada principal, será que os benefícios se vão fazer sentir e cobrir os prejuízos actuais a tempo das votações? Ou será que a presidência está a dar um tiro no pé? Só o tempo dirá.


por Amy Gois 

O artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Isso não é verdade!

É pena que não haja por aí um Dr. Lightman a resolver os casos mais controversos e a decidir o futuro da nação através da leitura de um rosto. Ou pelo menos a fazer com que a verdade venha ao de cima em situações banais, como um mero discurso político. 


Eleições norte-americanas, discursos de políticos portugueses mediáticos, episódios da série Lie to Me. O que poderão ter estes três factores em comum? Desde já, e para minha grande infelicidade, apenas um me dá vontade de ficar colado ao ecrã. Mas não é aí que pretendo chegar. Em todos eles há sempre alguém que dá a cara ao manifesto e que se tenta safar com o que vai dizendo. Porém, ao contrário da série televisiva onde a verdade vem ao de cima e os “maus da fita” têm o que merecem, poucos são os especialistas que conseguem detectar uma mentira, quer por microexpressões evidenciadas, quer por qualquer tipo de comportamento adoptado durante uma conversa. Na realidade, são mais os casos em que os “maus da fita” saem impunes e a verdade fica por apurar.

No outro dia, resolvi observar um dos debates entre Obama e Romney, assumindo o papel de Dr. Lightman, o tal expert da série Lie To Me. Pelo meio lá fui reparando na expressão de felicidade patente nas maçãs do rosto de um apoiante de Obama ou no desprezo contido nos lábios de duas pessoas que muito provavelmente irão votar em Romney. Nada mau para quem experimenta estudar as microexpressões faciais pela primeira vez. No entanto, uma coisa é jogar no nível simples, como era o caso, outra é jogar no mais avançado. E desengane-se quem pensa que isto é pêra doce. Ou aqueles dois homens têm muitos anos de experiência a dissimular as suas emoções, ou simplesmente não tenho jeito nenhum para isto. Mas eu quero acreditar que a culpa residiu na qualidade das câmaras e no trabalho dos cameramen.

Findado o debate norte-americano resolvi colocar as minhas recentes aptidões novamente à prova. Desta vez em solo português, que à partida imaginei ser dos mais férteis relativamente a estas matérias. Um dos nomes que me veio logo à cabeça foi o do político que os portugueses mais gostam de ouvir no que toca ao aparecimento de novas medidas de austeridade. Aquele cujo tom monocórdico embala a alma dos portugueses e ao mesmo tempo os desperta para a dura realidade. Aquele que tem a amabilidade de felicitar deputados pelo seu aniversário durante audições no Parlamento, exibindo um sorriso falso, denunciado pela expressão do olhar. O que me leva a criticar o senhor Vítor Gaspar pela primeira vez neste parágrafo. Se fosse para dar os parabéns a alguém, podia muito bem ter esperado pelo fim da audição... 

É pena que não haja por aí um Dr. Lightman a resolver os casos mais controversos e a decidir o futuro da nação através da leitura de um rosto. Ou pelo menos a fazer com que a verdade venha ao de cima em situações banais, como um mero discurso político. Tal como eu tentei - e temporariamente “suspendi funções” -, pode ser que muitos outros também o façam e possivelmente se dêem melhor. Até isso acontecer, lá vão sendo eleitos aqueles que mais verdades escondem através de uma simples expressão que acaba por se perder no tempo. 

por: Diogo Carvalho

O artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Sem Latas 2012

Este ano não houve festa das latas para Teresa Pina, esteticista e terapeuta de 49 anos, nem para Júlio César, com 22 anos e natural de Coimbra. “Acho que nunca fui à latada” foi a constatação do jovem aquando esta entrevista. Afirma já ter vivido o ambiente da Queima mas da latada não. “Há outras prioridades” diz conformado, “este ano gostava de ter ido mas o dinheiro não estica”. Acredita que o cortejo seja “giro e importante para integrar novos alunos e para haver diversão” algo que considera “importante nestes tempos de crise”.

Teresa viveu esta semana como o habitual, foi uma “semana como todas as outras com exceção dos “estudantes com quem me cruzei e do barulho que se fez sentir à noite vindo do Parque da Canção”. Admite não ter curiosidade para ver o cortejo nem ir às noites. “Lembro-me que com os meus 8 ou 9 anos era uma grande festa e mobilizava toda a cidade” Afirma que antes do 25 de Abril “não havia tantos excessos como os de agora, o cortejo era mais bonito, divertido e original” mas que hoje não lhe suscita interesse. Lembra que após o 25 de Abril houve um corte com as tradições até então vividas, “foram cerca de 7 ou 8 anos em que não houve festejos académicos e deixou de se usar o traje.” Quando entrou para o ensino superior, anos mais tarde, ainda assim não se encantou com a latada. “Eu era do politécnico e na altura havia muita discriminação em relação à universidade, daí o nosso cortejo não ser nada de especial”.

A crise é um fator que impede ambos de desfrutar deste ambiente festivo. Teresa recorda que “não havia noites do parque na sua mocidade. Os próprios estudantes organizavam-se e atuavam nas ruas para quem estivesse a ouvir.” Hoje convidam artistas para virem atuar e cobra-se entrada, impedindo muita gente, como será o caso do Júlio e de tantos outros jovens de assistir aos espetáculos.


por: Eva Pina 

O artigo está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Facebook…rede social ou vida real?



Facebook… Ora, todos nós sabemos o que isso é. Miúdos e graúdos, todos aproveitam o pouco das horas livres que têm para “conviverem” e “conhecerem” novas pessoas. Todos se queixam que a vida está má, que trabalham muito, mas quem é capaz de passar um dia sem lá ir? Até mesmo nós, estudantes, que sempre que estamos em frente a um computador a fazer um trabalho para mais uma cadeira, temos de ter o Facebook ligado, apenas e só porque sim. Não condeno ninguém, até porque eu própria o faço… Chego a casa, ligo o computador, e lá estou eu, novamente ligada às redes sociais, para saber novidades dos meus “amigos”. “Amigos”, sim. Que só conheço via internet, que nunca falei com eles mas que estão na minha lista de “amigos” do Facebook, exactamente onde estão os meus amigos do quotidiano. Ora, é um pouco estranho não?! Um dia ainda me acontece como o outro rapaz britânico que organizou uma festa via Facebook, aparecem amigos, “amigos” e “amigos” dos meus amigos e a minha festa acaba com a polícia à porta e uma série de pessoas na esquadra. Um pouco assustador, vendo as coisas desta maneira. Mas claro que, e como tudo na vida, o Facebook não tem só o seu lado mau. Vejamos as manifestações do dia 15 de Setembro contra a TROIKA: será que todos sabem que foi organizada através desta grande rede social? Cerca de 760503 pessoas foram convidadas, em que, pelo menos, 59033 se propuseram a ir a partir de lá. Afinal o Facebook sempre tem alguma utilidade. E mais: segundo a notícia que saiu no jornal Expresso, o governo Islandês propôs aos seus cidadãos utilizarem redes sociais, como o Twitter e o Facebook, para darem propostas para a resolução da crise financeira que está a atravessar o país. Sempre a fazer-se de útil este Facebook. Houve também a notícia da rapariga que se suicidou por estar a sofrer de bullying pelo Facebook, o que chocou muitos de nós, mas também já foi criado um grupo para ajudar todos aqueles que estivessem a passar pelo mesmo que Amanda Todd passou. Tem coisas más e coisas boas, mas as pessoas também têm dias maus e dias bons e vão aprendendo com os seus erros. Mas o mais engraçado é que ele sabe sempre o que preciso. Se estou triste ou de mau humor, basta ligar o Facebook e aparece alguma imagem ou frase engraçada que me faz logo a rir, ou mesmo encontrar uma frase que se adeque ao meu estado de espírito. Basicamente, dá-me as palavras certas, nos momentos certos. Mas é uma rede social, que, um dia, talvez possa acabar porque nós, pessoas, fartamo-nos rapidamente das coisas. Mas isso será um dia. Até lá, vivemos o Facebook como se fosse uma vida real.

por: Vânia Santos

O artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Dá tempo ao teu mundo

Rosário Almeida E Sousa e Marta Costa, coordenadoras do projecto “Dá Tempo” alertaram para a necessidade de ajudar o próximo(mais especificamente os idosos), numa palestra, realizada no dia 23 Outubro, no Centro Cultural da Penha. Realçaram a importância do voluntariado, e simultaneamente a diferença que cada indivíduo faz, quando pratica uma acção solidária. “ O voluntariado não é a única resposta, é uma ajuda importante”, afirmou Rosário Sousa, Presidente de uma Organização Não Governamental.

Numa época onde a vulnerabilidade do idoso é cada vez mais agreste, surge um projecto que visa reforçar as medidas socais aos mais desfavorecidos. Nesse âmbito, a iniciativa organiza-se por visitas ao domiciliário ao idoso, por parte de duas estudantes universitárias, no mínimo 1 vez por mês e, no final o preenchimento de um relatório, para constatar as dificuldades sentidas.

A realização destas visitas, é uma parceria com a Alta de Coimbra, que demonstra as fragilidades de mais de um milhão de idosos que vivem sós, segundo os dados estatísticos dos censos de 2011. O contacto do voluntário com o idoso é uma descoberta onde o conhecimento e a amizade se unem por laços afeição e dedicação. É de salientar o apadrinhamento do idoso, por parte do voluntário.” Uma visão diferente do seu pequeno grande mundo”, disse a coordenadora.

Na apresentação do projecto, houve ainda tempo, para a execução de “jogos didácticos” que tinham por objectivo colocar o estudante como “personagem” numa situação real do quotidiano, obrigando-o sempre a fazer opções, nem sempre fáceis, bem como a expressar-se sobre o que é para si o voluntariado! 


por: Márcia Alves


O artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Alguém achou a minha bolsa?

Devo começar este artigo de opinião por vos dizer que não tenho bolsa de estudo. É, ao que parece sou rica, eu e tantos outros estudantes que também já pertenceram à chamada classe média e que graças à Troika e ao nosso belo governo deixou de existir. Eu achava que já nos poderíamos considerar pobres. Vejamos, contar tostões para poder comer algo fora de casa e descobrir que afinal o melhor será não comer, ter as contas da água, luz e gás atrasadas e a internet cortada, fazer duas ou menos refeições por dia constituídas por “um quase nada”. É esta é a realidade de muita gente que conheço e em parte a minha também, e eu achava que essas pessoas eram pobres e que eu estaria gradualmente a empobrecer também, mas afinal não. Afinal nós estamos ricos e não sabíamos. Se calhar o nosso problema não é falta de dinheiro mas sim falta de inteligência e discernimento para saber o que fazer com todo ele. Afinal de contas os deputados também ganham pouquinho e têm a vida que têm. Definitivamente a burrice é nossa. As nossas propinas são apenas 775€ anuais, sem contar claro com a pequena quantia que temos de pagar de matrícula e as outras diminutas despesas que podemos ter, como equivalências (que eu nem me arrisquei a pedir), fotocópias, etc. De facto pergunto-me porque é que famílias monoparentais, desempregadas ou outras que tais têm sequer a lata de pedir a bolsa de estudo. Com 485€ por mês, agora nem tanto, deve dar certamente para muita coisa, até porque as rendas das casas/apartamentos (t1 e t2) que a maioria de nós tem para viver com as suas famílias rondam apenas os 350 ou 400€ por mês. É claro que há mais caras, mas apesar de sermos “ricos” temos de ser comedidos. Depois sobram entre 85 a 185€ para pagar tudo o resto. Devo recordar que comer é um luxo e que não devemos abusar dele, afinal de contas não queremos contribuir para as estatísticas da obesidade.

Agora a sério, estamos em Portugal, a crise está instalada e o Governo apoia todos menos quem realmente precisa. Há famílias a precisar de apoio, a precisar de incentivos. Se criaram as novas oportunidades e estão a dar de mão beijada o 9º e o 12º ano a pessoas que já trabalharam muito e que querem uma “nova oportunidade” mas também a parasitas que nada lhes apetece fazer e que vêm nisso uma forma de ter o 12º ano em 3 meses sem esforço e ainda terem possibilidade de ingresso ao ensino superior, então porque é que não dão oportunidade a quem cá chegou ao fim de 12 anos de estudo, e muito esforço, de continuar nesta viagem e de se formarem? Porque é que vemos os nossos sonhos por terra porque o dinheiro foi todo para onde, muito possivelmente, não era preciso. Temos estudantes de fora que passam semanas longe da família pois a viagem sai cara. E uma ajuda para eles também? Não! O importante é dar dinheiro e casa a muitos estrangeiros que veem para cá e nada fazem mas que podem contar com a ajuda do “nosso” Estado. Obrigada pelo “estado” a que nos deixaram chegar, obrigada pelo País que deram à nossa geração, obrigada por contribuírem para que muitos de nós deixemos de ser o vosso futuro e tenhamos que partir em busca de sonhos que aqui ficaram perdidos.

No fim de tudo isto só quero pedir, por favor, quem encontrar a minha bolsa, devolva-ma.

por: Eva Pina 


O artigo está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

A verdade da mentira

“Agora não posso, estou ocupada!” Esta, é uma mentira muito frequente entre as pessoas, mas são as chamadas mentiras piedosas, mentiras usadas esporadicamente para resolver ou sair de uma determinada situação. Conviver com este tipo de mentiras é fácil, faz parte de uma sociedade onde crescemos e temos que adaptar, difícil é, conviver com mentirosos compulsivos, considerados doentes mentais que vivem num mundo à parte onde as próprias mentiras são a base e o suporte da vida. Um mentiroso compulsivo diz tão convictamente a sua mentira que acaba por acreditar piamente no que diz, o seu mundo é transportado para uma bola, no sentido figurativo, onde a realidade se baseia em mentiras. A mitomania é uma patologia diagnosticada em mentirosos obsessivo-compulsivos, é uma mentira voluntária e consciente, necessária para que a aceitação na sociedade seja total e na maioria das vezes superior à de todos os outros. Um mentiroso compulsivo é alguém com baixa autoestima e por isso com grande necessidade de se mostrar superior em relação ao que o rodeia, muitas vezes parte da educação dada durante o crescimento, por maus momentos vividos na infância onde a única saída era alterar factos de maneira a que o fizesse feliz e então, acreditar. O discurso de um mitomaníaco não é um discurso para prejudicar ninguém, é na maioria das vezes um discurso para se sentir feliz e por isso a tentativa de acreditar tão intensamente no que diz. A pseudolalia é outro termo científico usado para descrever um mentiroso, agora de uma maneira mais exagerada, a pseudolalia diz que este doente não mente só para se sentir feliz, mente da mesma maneira que faz tudo o resto (comer, vestir, etc.), afirma algo e segundos depois nega o que disse, deixando quem os rodeia estupefactos com tal atitude. Todos estes nomes teóricos definem esta doença, o que ninguém consegue imaginar é o quanto se sofre ao lidar diariamente com alguém assim, alguém que no fundo nos faz feliz mas que tem um grave problema. Esta é uma das patologias psiquiátricas mais difíceis de lidar para quem rodeia um mentiroso compulsivo, o facto de saber que é uma doença e ao mesmo tempo a falta de confiança gerada por tantas mentiras. O assumir da doença é algo muito importante, normalmente estes doentes não aceitam o seu estado e quando aceitam não conseguem mudá-lo. O que estas pessoas não pensam é como deixam quem os rodeia e quem os tenta apoiar, arrisco a dizer que para além de mentirosos são também egoístas, o mundo é só deles, só eles sofrem, só eles têm sentimentos, só eles têm problemas, tudo o resto não interessa, só não estão bem quando há frontalidade, são pessoas fracas de personalidade e por isso não conseguem ser frontais e contêm-se quando se deparam com situações em que a frontalidade é necessária. Feliz ou infelizmente, por experiência própria quase que posso garantir que a mentira é a verdade na vida de alguém assim, e o que mais revolta é o facto de muitos não assumir e conseguirem viver a vida desta maneira. 



por: Patrícia da Costa 


O artigo está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

domingo, 28 de outubro de 2012

Um cortejo com muita lata...

No passado dia de 16 de Outubro, ocorreu mais um Cortejo no âmbito da Festa das Latas e Imposição das Insígnias 2012.
O Cortejo consiste num desfile, desde o Pólo I até ao Rio Mondego. O tema mais visível durante todo o desfile, foi a critica às medidas de austeridade e ao estado económico-social do país.
 
 
por: Maria Melo, Mónica Silva e Rita Morais
 
*O artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

sábado, 27 de outubro de 2012

De lata em lata, a tradição continua!



A Festa das Latas- Imposição das insígnias é, já desde há largos anos, uma tradição de Coimbra.
E como manda a tradição, os caloiros são vestidos a rigor para desfilar ao longo de toda a Praça da República, tendo como destino o rio Mondego, culminando no batismo dos mesmos.
O cortejo da Festa das Latas já existe há muito tempo, e como contam os mais velhos, sempre ficou conhecido pelo barulho das latas que os caloiros levam, presas aos pés ou não. Neste dia, os padrinhos vestem os respetivos afilhados da maneira que querem, com a ajuda do “kit caloiro”, e levam-nos até ao rio Mondego, para que possam ser batizados com a “água benta”, ou seja, com a água gélida do rio.
Coimbra é uma cidade de sonho, tradição e ambição, sendo que, esta festa dos estudantes serve para integrar os novos alunos, tanto ao curso, aos colegas, como à própria cidade.
por: Liliana Pastor

O artigo está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico


Caloiros acompanhados dos padrinhos
Caloira representa um pivô da televisão
A brincadeira e a animação perduram
Caloira do ISCAC (Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra) vestida de havaiana
A tradição manda os caloiros trincarem o nabo
Os alunos do 1º ano de Comunicação Social entraram dentro de água
As cantorias e os gritos de curso fazem furor
Os apitos exaltam a euforia e a diversão
Depois do banho no lago, segue-se o batismo no Mondego
Os batismos dos caloiros são feitos ao longo das plataformas que dão acesso ao Rio Mondego
Os caloiros estão na posição de "4", para que possam ser molhados
Os padrinhos batizam os afilhados, utilizando o penico (elemento pertencente ao "Kit caloiro")
Existe uma analogia entre a "água benta" e a água do Rio Mondego
A emoção está presente
A nostalgia e a felicidade são os sentimentos dominantes nos estudantes
Caloira batizada
Estudantes felizes, após batismo
A tradição dita que os estudantes do 2º ano, portadores do nabo durante o cortejo, lancem para o Mondego os restos da rama do nabo