segunda-feira, 26 de março de 2012

Artigo de opinião: Ajude na luta contra o cancro

A Liga Portuguesa contra o Cancro, trabalha em prol das necessidades dos doentes oncológicos, quer seja a nível psicológico, quer social. Esta Instituição conta com médicos especializados na área de oncologia, psicologia, assistência social e grupos de voluntários, prontos para ajudar em tudo o que for possível, de acordo com as suas capacidades.  

Todos estes apoios, são estudados com o devido cuidado e, sobretudo, com carinho e com uma particularidade, o anonimato, se o doente assim o desejar.

Na Liga Portuguesa Contra o Cancro todos ajudam quem precisa, sem fins lucrativos e de coração aberto, o que é de louvar. Por isso, acredito que quanto maior for o empenho de todos os que trabalham em prol deste “fantasma” que tem dizimado cada vez mais pessoas, as mulheres em particular, maior será o esforço dos que se dedicam arduamente a descobrir a cura desta doença.

Um bem-haja à Liga Portuguesa Contra o Cancro.

E você ja parou para pensar um pouco neste flagelo e apoiar a quem precisa?

Se nunca pensou, esta é a hora de manifestar essa vontade. Não custa nada! Na maioria das vezes estas pessoas apenas precisam de uma palavra de conforto.


Realizado por: Sónia de Almeida Valério  

segunda-feira, 19 de março de 2012

Miguel Calhaz, vencedor do Premio José Afonso da última edição do festival Cantar Abril, organizado pela Camara Municipal de Almada em entrevista nas Instalações da Rádio Condestável.
Voxpop - Sampling 


Realizado por
Bruno Martins
Carolina Guedes
Maria Miguel
Patrícia Marques

Miguel Calhaz, vencedor do Premio José Afonso da última edição do festival Cantar Abril, organizado pela Camara Municipal de Almada em entrevista nas Instalações da Rádio Condestável. Um trabalho de Bruno Martins; Carolina Guedes;Maria Miguel; Patrícia Marques
Exercicio prático de Sampling com base na faixa "Ponte Romana" do projecto Novos Trilhos da Guitarra Portuguesa.

«Direitos dos Trabalhadores do Sexo são Direitos do Homem»

Foi no dia 17 de Dezembro 2003 que Gary Leon Ridgway declarou-se culpado de matar 48 mulheres nos Estados Unidos da América. A sua  maioria eram trabalhadoras do sexo. A escolha rna tipologia das suas vitimas recaiu nestas porque «Provavelmente ninguém iria fazer queixa à polícia. Escolhi prostitutas porque pensava que podia matar quantas quisesse sem ser apanhado», declarou Ridgway.

Foi em memória a essas vitimas e para relembrar o constante perigo  que as pessoas ligadas à industria do sexo enfrentam, desde os actores e actrizes de pornografia, directores, a equipe técnica; strippers, donos de sexshops, operadores de linhas eróticas e muitos mais, que se fundou o Dia Internacional contra a Violência sobre Trabalhadores do Sexo.

O vazio de lei na maioria dos países  e a proibição em muitos outros, fazem com que o risco de violência contra os trabalhadores do sexo só aumente.
É por uma legalização e mais segurança que instituições como Internacional Union of Sex Workers, Panteras Rosas, Rede sobre Trabalho Sexual e UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) lutam diariamente. 

Nas actas do II Congresso Internacional de Investigação e Desenvolvimento Sócio-cultural consta que, em Portugal, cerca de 80% a 90% dos inquiridos foram vitimas de violência, verbal e/ou física.
Foi também proferido pela investigadora Alexandra Oliveira que «os transexuais e os homens que se prostituem na rua são ainda mais vítimas de violência e agressões do que as mulheres (...) e que o facto de serem pessoas sem direitos, sem voz, sem poder reivindicativo, dota os agressores de uma sensação de impunidade que faz com que as agridam».

Foto de: Persona Non Grata Pictures

É graças a marchas, cartazes e documentários como o "Das 9 às 5" que este assunto, considerado por muitos tabu, é exaltado de modo a fazer o público pensar naqueles que apesar de fornecerem serviços  que são procurados por muitos, são depois (e talvez desde sempre) marginalizados.

Com o mote «Direitos dos Trabalhadores do Sexo são Direitos do Homem», comemora-se então há 8 anos esta data com o objectivo de fazer chegar a estes cidadãos os seus direitos e segurança no seio de uma sociedade em que estão inseridos mas que muitas vezes são esquecidos.


Vanessa Sofia

*Por opção da autora, este artigo foi escrito segundo as normas do Acordo Ortográfico de 1945.

"Das 9 às 5"

Num país em que a evolução de mentalidades é demasiado lenta em relação ao resto da Europa, os negócios do sexo permanecem num vazio legal. 


O filme "Das 9 às 5" de Rita Alcaire e Rodrigo Lacerda pretende dar voz e cara, dum ponto de vista laboral, às pessoas que vivem de profissões não reconhecidas e/ou controversas. Sob o lema, "Trabalho Sexual é Trabalho", aqueles que se expõem reivindicam direitos legais que lhes trarão respeito, inclusão social e protecção.

Áreas como sex-shops, strip-tease, pornografia e prostituição têm regras, remuneração e horário, como qualquer outra profissão e é deste último elemento - o horário - que surgiu naturalmente o título "Das 9 às 5", sugerindo um paralelismo entre estas e "as outras profissões". Sendo que o principal objectivo não é reivindicar mas sim gerar debate dando voz à experiência pessoal e não a investigadores que falam na terceira pessoa.

Questões como a custódia dos filhos, aceitação por parte da família, apoios sociais, violência social e discriminação fazem parte do dia-a-dia de quem se atreve a viver da sexualidade.

No que diz respeito ao processo de produção, a equipa de freelancers enfrentou alguns obstáculos, desde os habituais, aos gerados pelo carácter delicado do assunto. Os mais rotineiros são o cansaço e o stress decorrentes de horários extensos, bem como a dificuldade em conseguir financiamento para levar a cabo o projecto. Uma vez que  este tipo de produtos nem sempre gera lucros significativos, durante o processo de produção os elementos da equipa tiveram de garantir outros trabalhos em simultâneo. No que diz respeito à pré-produção, a maior dificuldade consistiu em encontrar pessoas disponíveis a falar, pelo que as associações que estão de alguma forma ligadas aos negócios do sexo, constituíram uma ponte entre os trabalhadores e os jornalistas. Na fase da pós-produção, devido aos direitos de autor, a banda sonora revelou-se outra das barreiras, pois uma das músicas que pretendiam utilizar não foi autorizada. Como alternativa, recorreram a bandas coimbrenses. Ainda nesta fase, limitados pelo tempo estipulado pela RTP tiveram de encurtar  em grande parte o seu trabalho. Por outro lado, já numa fase avançada alguns testemunhos considerados importantes pediram para que a sua colaboração não fosse inserida no trabalho final.

Após cerca de três anos de esforço, o resultado do projecto financiado pela RTP é 52 minutos intensos de um documentário que causa incómodo. Curiosamente, segundo os realizadores o feedback tem sido positivo.

Trailer: http://vimeo.com/30755547


Catarina Rodrigues e Eduarda Barata

domingo, 18 de março de 2012

"Trabalho sexual é trabalho"


"Trabalho sexual é trabalho"


Foto de: Inês Antunes
No passado dia 5 de Março, a Escola Superior de Educação de Coimbra realizou uma conferência que contou com a presença de Rita Alcaire e Rodrigo Lacerda, os dois realizadores do documentário "Das 9 às 5" que, para além de apresentarem o seu trabalho, abriram um debate sobre a questão do trabalho sexual.
"Das 9 às 5" dá a conhecer alguns testemunhos de pessoas que fazem do trabalho sexual a sua profissão e que lutam constantemente pelos seus direitos, explicando os motivos pela qual se manifestam e demonstram o  seu desagrado. 
Segundo estes trabalhadores do sexo, em Portugal, strippers, bailarinas e negociantes de produtos sexuais vêm muitas vezes a sua profissão ligada à prostituição quando, na verdade, o que fazem, nada tem a ver com esta perspectiva social. Este panorama não só prejudica estas pessoas profissionalmente como também a sua vida social pois, muitas vezes, fora da profissão existem famílias que também são prejudicadas pelo seu actual estatuto. Deste modo, o grande objectivo destes trabalhadores é tornar este tipo de profissão legal tal como qualquer outra.
Nesta conferência participaram, na sua maioria, alunos do curso de Comunicação Social bem como alguns professores que aproveitaram para colocar questões relativas ao documentário, mas também no âmbito de toda esta problemática que é o trabalho sexual.



Fábio Aguiar


Mercado D. Pedro V - Um Retrato Social


Por: Isabel Oliveira e Tiago Rentes

sábado, 17 de março de 2012

Os bastidores do trabalho sexual


Foto: Rodrigo Lacerda e Rita Alcaire
Fotógrafa: Inês Antunes
Prostitutas, prostitutos, negociantes do sexo, bailarinas, atrizes e atores pornográficos, donos de "casas de meninas" dão voz a um documentário intitulado "Das 9h às 5h – Trabalho sexual é trabalho" realizado por Rita Alcaire e Rodrigo Lacerda e coproduzido pela Persona Non Grata Pictures e RTP.
Este foi o mote que deu origem à análise e discussão na Escola Superior de Educação de Coimbra, no dia 14 de Março de 2012, após o visionamento do filme com a presença dos realizadores. Um documentário que retrata as vivências, experiências, os objetivos e as atitudes dos trabalhadores do sexo que pretendem afirmar-se numa sociedade que ainda vive estigmada pelo preconceito.
Em pleno século XXI, este é um "mundo" ainda considerado tabu, sem existirem condições e direitos legais. Estes profissionais do sexo acabam por viver camuflados sem liberdade total para a sua afirmação num mercado ainda "clandestino" mas tão vasto e concorrido.
No entanto, apesar do documentário destacar os trabalhadores do sexo no geral, não se pode colocar no mesmo saco a prostituição, os negócios das sex-shops ou até mesmo os bailarinos de strip visto que a realidade é díspar. Uns afirmam fazer o trabalho por gosto e prazer, outros fazem-no como fonte de rendimento.
Rodrigo Lacerda inspirou-se no trabalho desenvolvido por Ana Lopes, criadora do primeiro sindicado de trabalhadores do sexo em Inglaterra, para arrancar com o projeto. A missão deste sindicado é contribuir para o atenuar das barreiras que se colocam ao desenvolvimento das organizações de profissionais do sexo e pretende que sejam abolidas as leis que criminalizem a prostituição e que estes trabalhadores tenham os mesmos direitos laborais como qualquer cidadão comum.
Ao longo de dois anos e meio, Rita e Rodrigo acompanharam o quotidiano destas "personagens" que se empregam no ramo sexual com o objetivo de documentarem as lutas, as vontades, os desejos, e passarem a mensagem da realidade do "meio sexual" do nosso país. "Das 9h às 5h" será exibido brevemente na RTP.


Por Andreia Roberto – Ao abrigo do novo acordo ortográfico 

Profissionais do sexo em privado
















Das 9 às 5 – Trabalho sexual é trabalho!” é o mais recente trabalho de Rita Alcaire e Rodrigo Lacerda.
No âmbito da disciplina de guionismo, os alunos de Comunicação Social da ESEC assistiram ao documentário e conversaram com os realizadores, no passado dia 12 de Março.

Rodrigo Lacerda e Rita Alcaire

"Das 9 às 5" é um documentário sobre a perspectiva das pessoas que trabalham na área do sexo, desde as sex-shops, a pornografia e o striptease à prostituição.
Este trabalho pretende elucidar a sociedade em relação a esta área de trabalho e dar oportunidade destes “profissionais do sexo” explicarem o que fazem e mostrarem que têm uma vida igual à de tantos portugueses.
Na base do documentário, temos a luta destas pessoas pela sindicalização da que consideram a sua profissão e a constante procura de um sindicato que defenda os seus direitos.
A mensagem transmitida por este trabalho não poderia ser mais clara:
“Trabalho sexual é trabalho!” 


Por Filipa Lopes

quinta-feira, 15 de março de 2012

Trabalho Sexual é Trabalho


“Das 9 às 5” é um documentário realizado por Rita Alcaire e Rodrigo Lacerda. A legalização das profissões do sexo foi o mote para o avançar do projecto que contou com um total de dois anos e meio de produção. São centenas os trabalhadores a quem a lei não os protege. A sociedade, a cultura e as morais sobrepõem-se às questões legais. Os realizadores deram voz aos trabalhadores do sexo, permitiram que expusessem as suas razões e concederam o espaço para que começasse o fim da discriminação a estes trabalhadores que lutam para pagarem impostos.
No dia 12 de Março de 2012, os realizadores estiveram presentes na Escola Superior de Educação de Coimbra, para uma exposição oral sobre alguns aspectos do documentário. Os estudantes de Comunicação Social que tiveram a oportunidade de visionar o vídeo por completo, puderam, no fim da sessão, esclarecer todas as dúvidas. Também o Posts de Pescada esteve à conversa com os realizadores. (Ver a entrevista a baixo) 

Apresentação do documentário "Das 9 ás 5" na ESEC

Perceber que profissões existiam, qual o enquadramento legal, acompanhar marchas, falar com associações, analisar os conteúdos publicados pelos Media sobre o assunto, conhecer o dia-a-dia, as rotinas e as questões laborais foram alguns dos trabalhos necessários no que respeita a toda a pré-produção e produção. 
O produto final, depois de visualizado, gera imenso debate e levanta muitas questões. Segundo os realizadores, o documentário transmite “várias mensagens” para que o público fique a pensar o que pode ainda ser feito e não incumbir uma mensagem rígida.
Porque o público desta sessão era constituído por futuros trabalhadores da área da Comunicação Social questões mais técnicas surgiram no decorrer da conversa. O método de trabalho que adoptaram foi ir para o terreno sem guião, verificar o que havia em campo. A opção pela não utilização da voz off prendeu-se pelo facto de não pretenderem um narrador “que sabe tudo e que quer impingir uma mensagem” segundo Rita Alcaire.
O cansaço, questões de direitos de autor a nível musical e pessoas que não deram a cara foram alguns dos obstáculos e aspectos negativos que se atravessaram no processo de construção de “Das 9 às 5”.





Por: Isabel Oliveira e Tiago Rentes

segunda-feira, 12 de março de 2012

Músicas de Carnaval

O que seria do Carnaval se não houvesse as músicas carnavalescas para animar? As músicas de carnaval animam os foliões e são sucesso em poucos dias de folia. A primeira música tipicamente de carnaval é o Zé Pereira, que veio de Portugal; a música chegou ao Brasil em 1852 e é atribuída ao compositor português José Nogueira de Azevedo Paredes.
Essa música ainda sofreu alteração quando em 1869, Francisco Corrêa Vasques juntou a letra da música Zé Pereira com uma música francesa de uma peça de teatro em cartaz; foi então que surgiu a primeira música de carnaval propriamente dita. As músicas de carnaval tornaram-se populares mesmo quando os bailes de carnaval começaram a surgir, e isso aconteceu em 1840.

As músicas tradicionais sem letras foram sendo trocadas pelos ritmos diferenciados das músicas carnavalescas. Os blocos de rua ajudavam nessa divulgação das músicas, já que os foliões iam cantando as músicas e assim despertavam o interesse de outras pessoas pelo carnaval.

Os blocos ou cordões carnavalescos foram os primeiros a cantarem e até mesmo a incentivarem a produção de novas músicas de carnaval; quanto mais se cantavam as músicas, mais e mais pessoas nas ruas iam atrás dos blocos para ver a animação do povo; não demorou muito tempo até que a música de carnaval contagiasse uma multidão.

A segunda música mais famosa de carnaval foi produzida para um dos cordões mais tradicionais, O Rosas de Ouro que começou a conquistar os foliões com a música O Abre Alas. Uma das mais famosas compositoras e interpretes de músicas de carnaval foi Chiquinha Gonzaga; a maioria das marchinhas e músicas mais antigas de carnaval tem a autoria dela.

As músicas carnavalescas evoluíram para as marchinhas que tem um tom bastante irónico e sarcástico e por vezes são letras que são usadas para fazer piadas ou provocar algum estereótipo da sociedade. E é por esse motivo que elas fazem sucesso; são letras mais simples e fáceis de serem cantadas e decoradas.

Ainda hoje as crianças aprendem as marchinhas de carnaval nas escolas e assim as músicas de carnaval vão passando através das gerações!  


João Bernardo

O carnaval e a sua história

O Carnaval surgiu na Grécia entre os anos 600 e 520, e vem do latim “carne vale” dando origem a palavra “carnaval”.

Os Gregos aproveitavam a época do carnaval para agradecer os seus Deuses, pelo solo que deu grandes “frutos” ao cultivo na medida em que, era uma época que se vivia na base da agricultura e pastorícia. Esta prática foi “adotada” pela igreja católica nos anos 590 depois de Cristo, como ano lunar no “ mundo do cristianismo”.

A cidade de Paris foi a primeira a “trazer” a festa do carnaval para o Mundo. Ainda assim, o Brasil é o mais destacado no “mundo do carnaval” e que por conseguinte está no Guinness Book como o “Rei” do carnaval. O Carnaval é como uma herança de muitas festas que eram celebradas por volta dos anos 600 pelos egípcios, hebreus, gregos e romanos. Estes festejos serviam para celebrar grandes colheitas. Nestes dias as escolas fechavam, os escravos eram soltos e os romanos dançavam nas ruas.

O carnaval na Europa é diferente do carnaval Brasileiro, sendo particularmente o Carnaval de Veneza, mais para o tradicional.

Esta festa tem normalmente, nos tempos que vivemos, a duração de três dias ou uma semana. O carnaval moderno, que é hoje feito de desfiles e fantasias, é o resultado da “vitoriana” do século XIX.

 
 
Sónia de Almeida Valério

domingo, 11 de março de 2012

Foto-reportagem Mercado D. Pedro V



 Mercado D. Pedro V

A realidade do Mercado D. Pedro V, em Coimbra, é bem diferente da de outros tempos. Os clientes são cada vez menos e os lucros escasseiam. A qualidade mantém-se mas o movimento é cada vez menor.
Como afirmam os comerciantes, noutros tempos, as sextas-feiras eram dias de enchente. Hoje, o negócio está muito mais calmo.
   



Secção de frutas e legumes do mercado




Os corredores estão cada vez mais vazios




Os clientes vêm a conta gotas




Os comerciantes tentam oferecer o melhor em quantidade e em qualidade




Os legumes frescos abrem o apetite a qualquer pessoa




Os comerciantes aguardam pelos fregueses




As hortaliças são uma das atracções do mercado




A mercearia tenta oferecer aos seus clientes a maior variedade de produtos possível




A concorrência dos talhos é ainda maior, pois existem vários no Mercado




Os comerciantes das lojas de roupa desesperam por falta de clientes




A senhora Maria conta-nos que há dias em que não vende nada





Nas peixarias a tendência mantém-se






Esta é uma realidade difícil uma vez que, tanto os agricultores que trabalham com o objectivo de trazerem para o mercado os alimentos mais saudáveis, tanto os peixeiros que todos os dias percorrem quilómetros para irem buscar o peixe mais fresco à lota, ao final do dia, não obtêm lucros que paguem todo o processo de produção dos seus alimentos. 

















Fábio Aguiar



sexta-feira, 9 de março de 2012

segunda-feira, 5 de março de 2012

Tristeza Mascarada

Nem o fenómeno Carnaval escapou à crise. Vale de Ílhavo foi salva pelos Cardadores.

Nos passados dias 19 e 21 de Fevereiro realizou-se mais um típico Carnaval de Vale de Ílhavo.
Como já é hábito, a população aveirense assistiu ao corso carnavalesco composto por participantes de todas as idades e deliciou-se com a principal atracção desta localidade, os Cardadores de Vale de Ílhavo.

“Para mim, carnaval significa Cardadores.”, confessou Ângela Pereira, enquanto observava o desfile, “Os Cardadores são o que alegra o carnaval e uma tradição própria de Vale de Ílhavo. Gosto do cheiro das fitas deles.”, acrescentou.

Os Cardadores são representados por homens mascarados que nestes dias de festa soltam gritos e dão saltos enormes, enquanto passam as suas cardas nas mulheres com que se cruzam e repetem em voz de falsete: “Ai tanta lã! Ai tanta lã!”
Apesar do paranorana económico-fincanceiro do nosso país, os cardadores não desistiram desta tradição, no entanto, foi possível verificarem-se em menor número.
Assim, a crise assombrou o Carnaval. Os cardadores estão quase desaparecidos, o cortejo não teve a habitual animação e muitas pessoas não quiseram pagar para assistir ao desfile este ano.

“O carnaval este ano foi mais triste, teve menos animação. Pensei que tivesse mais piadas com a crise e com a troika. Mesmo as piadas não tinham piada nenhuma.”, afirmou a espectadora referida acima, “Os Cardadores não são tão enérgicos como antigamente, a tradição já não é o que era. É outra geração.”

Como refere o ditado “É rir para não chorar!”, os portugueses este ano celebraram o carnaval numa tentativa de esquecer a crise que atravessam. Porém, não existe máscara capaz de disfarçar a tristeza e a preocupação que os inquieta.  


Por Filipa Lopes

SEMPRE FRESCO!!! - Mercado Municipal D. Pedro V

A meio da manhã o ambiente é pacato no Mercado Municipal D. Pedro V, até as horas mais movimentadas têm agora poucos fregueses, mas o mercado mantém o seu encanto, com os mais diversos produtos, uma mistura de cheiros, bancas verdejantes, flores coloridas, pastelarias com bolos chamativos, talhos que se alinham uns a seguir aos outros, lojas de roupa e retrosarias, sapatarias, uma loja de cestas, outra de decoração… Aqui há de tudo!
Entrando pela porta do lado do Elevador do Mercado, somos recebidos pelas floristas, que aguardam à porta. Depois o cheiro a peixe dá-nos as boas-vindas. Atrás das bancas cheias de carapau, sardinha, pargo, salmão, os vendedores esperam pela clientela que escasseia, olham expectantes para cada cliente ou turista que por ali passa.

Numa das bancas encontrámos a já terceira geração a ocupar aquele lugar: Pedro Fernandes, 34 anos, conta-nos “Trabalho aqui há cinco meses, isto é do meu pai. Eu já cresci aqui. Já era da avó e passou para o pai e agora estou cá eu!”. Mas o dia-a-dia dele e dos colegas das bancas de peixe que o rodeiam, não é fácil, e as horas parecem não chegar: “ Vamos à lota todos os dias buscar peixe fresco. Tanto podemos ir à Figueira, como a Aveiro… durante a noite… temos de fazer esses sacrifícios…” e às seis e pouco da manhã já estão a descarregar a mercadoria e a montar a banca do mercado, e depois é esperar que alguém compre.

No meio de frutas, legumes e hortaliças, Dona Maria, de 58 anos, revela-nos que nem sempre os vendedores tiveram a sua banca reservada. Antes da reconstrução do mercado em 2001 “também tínhamos a banca numerada e o lugar fixo” mas, “Antigamente não, corria-se e era uma confusão desgraçada”. E já lá vão “ 40 e tantos, 44 p’ra aí!“ que Maria anda pelo mercado de Coimbra, vendendo hortaliças, e há mais ainda anda Leonor da Conceição, que nos chamou a perguntar se queríamos comprar tomate, diz com melancolia e olhando para trás “ó filha, nem à escola fui! Desde pequena, desde pequenina…andar nas terras e trazer para aqui. É tudo cultivado por mim!", e a vida continua dura, para esta senhora de olhos doces e rosto cansado, continua atrás da banca do mercado, semana após semana “eu já tenho 75 anos, venho porque as reformas são muito fracas…”. E porque o mercado sempre foi a sua vida e nunca foi à escola, não pôde tirar a carta, e com carinho conta que o seu marido, a quem chama “meu amor”, está doente: “ conduzir para aqui ainda tem sido o meu homem, que eu nem sei ler nem tenho carta… mas nas terras tenho de ser eu sozinha”.

O mercado está envelhecido, maioria dos vendedores são da terceira idade, continuam a trabalhar porque as reformas são pequenas ou porque o fizeram toda a vida: cultivar e vender. Os jovens também não compram no mercado, vão aos shoppings, talvez culpa do sistema da cidade, como nos diz Pedro Fernandes “ é muitos hipermercados muito juntos e dentro da cidade e com preços que a gente não tem possibilidade de acompanhar, são preços muito mais baixos”. De facto o acesso aos hipermercados é mais fácil e é impossível combater preços de supermercado em certos produtos, por serem frescos, por demorarem a tornarem-se consumíveis, como as alfaces que Maria Alice Marques produz e vende “uma alface não conseguimos fazer em três semanas! Eu tenho lá umas plantadas desde Outubro! É verdade…”, mas há outros produtos que Maria Alice afirma custarem menos de metade que no supermercado, e indiscutivelmente “são de boa qualidade, são feitos por nós, e custam a fazer, mas até são mais gostosos”, e é isso que o mercado tem de melhor: a qualidade, os produtos frescos e caseiros, e Maria Alice lamenta, entre os seus vasinhos, plantas e raminhos “ é pena que as pessoas, por vezes, não saibam! Não sei o que é que nós temos de fazer realmente para que haja mais jovens a vir”

O mercado é moderno, limpo, arrumado e com óptimas condições de higiene. Variedade de produtos não falta e tão pouco de preços. A qualidade é indiscutível e os vendedores estão sempre prontos para dois dedos de conversa. A história deste mercado construiu ao longo de 172 anos, este lugar fantástico, pedra sobre pedra, mandando embora o vento e a chuva e que as infra-estruturas antigas não podiam proteger, e agora, com condições que nunca teve antes, para comerciantes e clientes, vê os dias cada vez mais difíceis. A crise também não ajuda, mas a mudança de hábitos, de estilo de vida, são as principais razões para uma sexta-feira de mercado tão pacata, um dos dias que costumava ser mais efusivo.

A Dona Celeste leva uma das cestinhas que vende na mão, e vai com pressa, mas ainda nos diz “trabalho aqui há 51 anos e só me desanimei ontem que não me estreei em todo o dia, não vendi nada desta vida”. E de velhice prematura sofre este mercado. Um apelo a todos, mas principalmente aos jovens para que aqui venham comprar, é o recado que os comerciantes nos mandam, na esperança que possam ver renascer aquele que para alguns foi o seu berço, para outros a sua escola, a sua casa, a sua vida.

Catarina Rodrigues

Crise trava cortejo carnavalesco em Vila Real de Santo António

http://soundcloud.com/andreia-leonardo-roberto/crise-trava-cortejo

Barato e Bom no Flickr

Barato e Bom

Fomos tentar descobrir na Baixa de Coimbra, os locais onde é possível comer bem e a um preço razoável, tendo como referência o máximo de dez euros por pessoa.






O Restaurante O Pátio situado no Pátio da Inquisição, está na família há cerca de 30 anos, tem uma variedade de pratos todos os dias, incluindo sopa, prato principal, sobremesa e café por cerca de sete euros. A ementa é fortemente marcada pelos sabores característicos portugueses.

Este pequeno restaurante encontra-se na rua Pedro Rocha, é um pouco mais barato que O Pátio, no entanto a qualidade é inferior. A sua ementa é muito tradicional, apostando no tradicional bitoque e afins, mas surpreendendo com um ocasional arroz de coelho entre outros.
Com o seu nome incontornável, o Mijacão situado na Rua Nova destina-se a uma refeição rápida, servindo uma variedade de sandes na hora, como por exemplo a tradicional bifana, moelas, disponibilizando também peixe para os mais saudáveis. A grande vantagem deste estabelecimento é o seu preço, por três euros e meio é possível uma sopa, sandes e bebida.
Esta é outra casa de sandes da Baixa, estabelecida no Terreiro da Erva, sendo um dos concorrentes do Mijacão, apesar se ser um pouco mais barato, reflecte-se na qualidade, como por exemplo no pão, na frescura da carne entre outros. Não deixa de ser uma boa alternativa para quem precisa de uma refeição rápida e barata.
O Fangas é um restaurante muito peculiar por causa do seu tamanho e da sua ementa. Encontra-se na Rua Fernandes Tomás, plenamente envolvido na mística da Baixa. O seu menu é especializado em tapas, ou seja pequenas doses em que absorvemos uma quantidade enorme de sabores, destacando-se a frescura destes produtos. Por cerca de dez euros é possível jantar no Tapas com vinho incluído.

 A Baixa está repleta de pequenos restaurantes com preços bastante acessíveis, bastando um olhar atento para os descobrir. Sendo um espaço da cidade relativamente menosprezado, encontram-se bons espaços comerciais, provando que a Baixa está viva e recomenda-se.

Sessões de Cinema a Um Euro


 Fila K Cineclube promete divulgar muito mais do que cinema português independente.

Foi na Casa das Artes da Fundação Bissaya Barreto que Gonçalo Barros, da direcção do Fila K Cineclube, nos recebeu. Casa que abriga outros dois projectos, Camaleão - Associação Cultural e MRNT Marionet, e onde a ideia de sustentabilidade entre as três associações é bem patente na partilha de equipamento, espaço e meios financeiros.
Fila K Cineclube faz este ano 10 anos e nós fomos conhecer este projecto que é apenas criança na idade, mas muito adulta quando se fala no que já alcançou neste tão seu curto período de tempo. 

Vanessa Sofia - Posts de Pescada



Posts de Pescada (PdP) - Quando e pela mão de quem nasceu o Fila K Cineclube?
Gonçalo Barros (GB) - O cineclube nasceu a 17 de Maio de 2002 e precisamente este ano vai fazer 10 anos. Foi tudo através de amigos. Reunimo-nos, cerca de 10 pessoas, e formamos a associação cultural sem fins lucrativos. O nome surgiu porque na altura, em 2002, não havia nenhum cineclube em Coimbra. 

PdP - Qual é o público-alvo do Cineclube?
GB - Depende muito da iniciativa. Temos ciclos de cinema que é para toda a gente. Temos, por exemplo, ciclos para o público infanto-juvenil, dos 7 aos 14 anos. E depois dos 14 até ao fim, não é? (risos) Digamos que depende muito da programação que adoptamos.

PdP - Será que nos podia dizer o objectivo do vosso projecto?
GB - Basicamente é divulgar a cultura cinematográfica. É sempre o objectivo de um cineclube: é para promover cinematografias normalmente esquecidas do público e promovê-las para que as pessoas as vejam. No nosso caso foi mais para promover cinema que não era divulgado pelas grandes distribuidoras. Pois se bem reparares, os filmes que estão em exibição num centro comercial, são quase sempre os mesmos que têm no outro. Por isso o nosso primeiro objectivo foi divulgar o cinema português independente e dar ao público mais variedade de escolha. E não só, também mostramos cinema de outros países, mas acima de tudo tivemos o cuidado de sempre divulgar o cinema feito por cá.

PdP - Já que falas na programação em si, tinha reparado pelo vosso site que vocês têm uma programação muito distinta. Para além da atenção que dão ao cinema português, qual é o método de selecção e de organização do vosso calendário de projecções?
GB - Nós como Fila K projectamos em dois sítios diferentes: no Mosteiro Santa Clara, no auditório, todas as sextas feiras às 21:30, e aqui, na Casa das Artes da Fundação Bissaya Barreto. A programação em si difere dependendo do sítio que escolherem.
No Mosteiro, no ano passado, fizemos por autor para mostrar às pessoas a evolução, por filmes, de um realizador. Neste ano decidimos organizar o calendário por temas, como por exemplo o «O Cinema e a Pintura», o «Cinema Mudo» e por aí fora.
Na Casa das Artes adoptamos outra estratégia: nós estamos cá, damos a cara, mas quem programa são outras instituições. Ou seja, funcionamos como acolhimento desses projectos, abrimos a casa e emprestamos equipamento para essas instituições que querem fazer os seus ciclos de cinema.
Por exemplo, este mês [Março] vamos ter três acolhimentos: o do Centro de Estudos Sociais, mais conhecido por CES, que propôs um ciclo de cinema com comentadores todas as Quartas-feiras, depois temos também parceria com os Pioneiros de Portugal e às quintas teremos o Departamento de Arquitectura com o seu ciclo de filmes.

PdP - Como tem sido a adesão do público?
GB - É curioso perguntares isso. Tudo o que começa, demora o seu tempo para chegar aos ouvidos das pessoas, ainda mais falando de um cineclube. Temos que criar um «público» e depois arranjar estratégias para que elas voltem sempre.
Uma das estratégias que arranjamos foi encontrar um dia fixo. Por exemplo, no caso do Mosteiro [Santa Clara], como já disse, é todas as sextas-feiras às 21:30. Assim as pessoas sabem que há ali cinema uma vez por semana com entrada livre.
Este ano, em 2012, a partir de Fevereiro decidimos criar uma entrada simbólica de um euro e quem quiser ser sócio paga 15 euros e pode ver todas as sessões durante um ano. Com esta nova política de preços pensávamos que as pessoas não vinham mais e por acaso aconteceu precisamente o contrário. Temos tido mais público e estamos a crescer cada vez mais.

PdP - Por fim, acha que falta mais projectos como o vosso aqui em Coimbra que divulguem a cultura.
GB - Penso que não.
A cidade não é assim tão grande e se surgir muitos outros projectos pode surgir o problema de haver para um só dia muitas actividades. Nós como Fila K defendemos que temos de trabalhar todos em união, ou seja, se realmente houver diferentes eventos culturais no mesmo dia, seja ele teatro, cinema, música ou outras expressões artísticas, pode-se fazer uma programação em conjunto.
O problema em Coimbra é que a instituição que trabalha com o teatro gosta de divulgar cinema, o que trabalha com música gosta também de cinema . Isto tanto pode ser saudável como não, pois origina desorientação ao público que deixa de saber para onde quer ir por ter tanta oferta. Por isso, não, acho que não haja falta de projectos culturais na cidade.


*Por opção da autora, este artigo foi escrito segundo as normas do Acordo Ortográfico de 1945.



Expo Clássico Coimbra 2012 com muitos clássicos em exposição

No passado dia 3 e 4 de Março o estacionamento E2 do centro comercial Dolce Vita Coimbra encheu o seu espaço de clássicas viaturas da história do automóvel. Oiça aqui a notícia radiofónica e veja a cobertura fotográfica do evento.