sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Serviço público? Sim, por favor.

“Hoje há comunidades que se encontram quase privadas de comunicação social”. Foi esta a frase que deu início à Conferência “Serviço Público de Rádio e Televisão – Por quê? Que Futuro?”, no dia dez de Dezembro, na Casa da Cultura em Coimbra.
O Doutor João Carlos Correia, professor de Ciências de Comunicação, foi o primeiro orador da tarde. Este, resumidamente, relatou os acontecimentos mais relevantes da história do serviço público na rádio e na televisão.
Focando mais a RTP (canal estatal de Portugal), a Doutora Estrela Serrano apontou quais os três pilares do serviço público, sendo estes os apoios, as obrigações e o controlo. “A televisão pública não tem a autonomia, em alguns aspectos, que as televisões privadas têm”, reforça a Presidente do Centro de Investigação Media e Jornalismo. Estrela Serrano salienta que a RTP1 e a RTP2 se completam e que “é na diferença que a televisão pública marca a sua legitimidade.” Para concluir, ainda reforçou a ideia de que “estamos a querer inovar da pior forma. Não há nenhum país na Europa que tenha o serviço público de televisão ligado a um privado”, tendo em conta que o estado português está em negociações para privatizar a RTP.
Continuando nesta ideia de privatização, Alberto Arons de Carvalho, membro da ERC (Entidade Reguladora Para a Comunicação Social), realçou que “Portugal tem dos serviços públicos mais baratos” e que “a lógica de um operador público é completamente diferente e incompatível com a lógica de um operador privado”.
“O serviço público legítimo deve chegar a qualquer plataforma (…) pois só é relevante se for próximo das pessoas”. Esta foi a ideia apoiada pelo professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Sílvio Santos. Este afirma ainda que o serviço público já não é só rádio e televisão, mas sim serviço público dos media, visto que actualmente, os meios digitais conseguem abarcar um maior número de pessoas.
Algumas das ideias que se podem retirar desta conferência são que o serviço público tem de manter equidistante do Estado e do Mercado e que este pode oferecer o que o mercado oferece, desde que seja inovador na forma de divulgar esses produtos.
 
Painel de Oradores
 
 
por: Joana Amado
*Este artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

"Agradar a todos é não satisfazer a ninguém"



Por: Ana Beatriz Oliveira e Catarina Parrinha

“Querido Pai Natal…”



“Querido Pai Natal, este ano eu gostava de receber…” ora, era assim que as revistas de brinquedos dos vários hipermercados começavam a carta para as crianças enviarem ao Pai Natal. Quando era pequena, escrevi várias vezes para ele a pedir inúmeros brinquedos e, a verdade é que sempre conseguia um ou outro. Sabia perfeitamente que o Pai Natal não existia e que quem comprava o que eu queria era a minha família, mas aquela coisa de escrever uma carta era sempre algo de engraçado. Era uma miúda com sorte, bastava querer uma coisa e debaixo da árvore lá aparecia ela. Mas a minha mãe sempre me disse que as coisas não eram assim com toda a gente.


Sempre fui uma criança que sabia do que se passava pelo mundo fora. Sabia que fora do “meu mundo” existiam crianças sem brinquedos, sem comida, sem escola e alguns até sem família. Fui habituada a viver os meus natais com crianças órfãs que a minha tia trazia do lar onde trabalhava. Ainda hoje isso acontece. São crianças tímidas mas espantosas. Tiveram de aprender a fazer tudo sozinhas desde muito cedo e nunca tiveram nada do que queriam. A família delas são os lares que as acolhem, são as outras crianças que lá vivem, são os empregados dos lares que fazem tudo para eles terem uma vida minimamente feliz.


Lembro-me de um menino, há uns três ou quatro anos atrás, a quem a minha mãe perguntou o que ele gostava de receber no Natal, e ele apenas respondeu: “queria um cão de peluche mas não tenho dinheiro para o comprar”. Esse menino passou o Natal connosco e demos-lhe o tal “cão de peluche”. Não me lembro de ver uns olhos brilharem tanto como os dele naquela noite. Agarrou-se a nós a chorar e a agradecer. São coisas assim, simples, que deixam as crianças felizes, basta carinho e fazê-los sentirem que têm alguém a cuidar e a olhar por eles.


Nos dias de hoje, principalmente com a crise que tem atingido não só o nosso país como o resto do mundo, há cada vez mais crianças em lares, bebés deixados às portas das pessoas ou encontrados em caixotes do lixo porque os pais não têm condições de os criar. E, é nesta altura, no Natal, que eles mais precisam de alguém, de algo parecido com uma família.


O dinheiro tornou-se num factor de extrema importância para os portugueses. Nas notícias só se houve falar de tragédias, da crise, de coisas tristes. O espírito natalício já não é o mesmo. Para muitas pessoas nem há vontade de fazer uma simples árvore de natal. Não há dinheiro, não há prendas, e se não há prendas não há Natal. Mas porque é que têm as pessoas de pensar assim? Sempre ouvi dizer que o importante no Natal era a família estar toda reunida e não o haver prendas ou não. E se estas crianças pensassem assim? A diferença está ai. Elas não têm uma mãe, um pai, um avô ou uma avó. Elas não se preocupam em receber prendas ou não. Só lhes importa que não estejam sozinhas. E é isso com que nós, portugueses, temos de nos preocupar. Temos de deixar de pensar que não há dinheiro para isto ou para aquilo, porque um dia podemos ser nós a não ter ninguém num outro Natal.


As crianças órfãs ficam felizes com um abraço, com um mimo. Por isso, neste Natal, vamos tornar tudo um pouco diferente, deixar as preocupações de lado, deixar o problema do dinheiro de lado e viver o Natal no seu verdadeiro significado, com as nossas famílias.


Querido Pai Natal, que este Natal seja diferente de todos os outros!

por: Vânia Santos


*Este artigo não está de acordo com o novo Acordo Ortográfico

 

Dá-nos 5 minutos e nós damos-te 1 vida



“A nível nacional, morrem todos os anos 40 a 100 jovens por causada morte súbita cardíaca.”
Fonte: http://5minutos1vida.com/
 As doenças cardíacas são a quinta causa de morte em Portugal, nos jovens, entre os 18 e 35 anos, sendo a morte súbita cardíaca a responsável pela sua maioria. O projecto “-nos cinco minutos e nós damos-te uma vida” surgiu com o intuito de precaver e alertar para uma das causas de morte mais proeminentes nos jovens da nossa população.  O cardiologista e coordenador do projecto, Dr. Rui Providência, realçou a importância do rastreio, que pode fazer toda a diferença!

Posts de Pescada – Como é realizado o rastreio? Quais os procedimentos seguintes depois da verificação de alguma anomalia no coração?
 Dr. Rui Providência  - O princípio do rastreio é detectar um grupo restrito de jovens que possa ter doenças cardíacas que o coloque em risco. Como todos os rastreios globais baseia-se em exames rápidos, mas eficazes para fazer essa separação. Um resultado negativo pode deixar os jovens relativamente descansados. Um resultado positivo só por si não define a presença de uma destas doenças, mas coloca a necessidade de realização de mais alguns exames a confirmar.
O rastreio baseia-se num questionário, de forma a avaliar a presença de sintomas e história familiar que possam indiciar algum risco, e no Electrocardiograma, que pode mostrar a presença de doença estrutural ou eléctrica.

P.P. O que é a morte súbita cardíaca?
Dr. R.P. -  A definição utilizada internacionalmente é a seguinte: “A morte súbita cardíaca é a morte inesperada de causa cardíaca em que o intervalo que decorre desde o início dos sintomas até ao evento fatal é inferior a uma hora.”

P.P. – Quais são os sintomas mais frequentes desta patologia?
Dr. R.P. - Frequentemente (em mais de metade dos casos) podem existir sintomas prévios. Porém, temos duas dificuldades: por vezes esses sintomas também são frequentes em jovens que não têm doenças cardíacas, e por isso não têm risco. Por outro lado, cerca de 1/3 dos casos podem ter um evento trágico sem ter sintomas prévios.
Como se pode então resolver esta questão? Acoplando a realização de um Electrocardiograma. Assim, se uma pessoa tiver sintomas ou alguns factos que por vezes nos preocupam (história familiar de morte súbita num familiar directo antes dos 50 anos, ou um episódio de síncope, nomeadamente se acontecer em esforço, ou episódios de palpitações rápidas/sensação de coração acelerado em repouso) em associação a alterações do Electrocardiograma, podemos classificá-los como indivíduos em risco. Por outro lado, mesmo que não tenham sintomas sugestivos, a presença de certos padrões do Electrocardiograma serve, só por si, para detectar risco elevado.

P.P.A miocardiopatia hipertrófica ocorre com mais frequência nos jovens. Porém existem outras doenças cardíacas, quais?
Dr. R.P. -  O síndrome de Wolff-Parkinson-White é bastante frequente (1 em cada 300 jovens). Depois temos a miocardiopatia hipertrófica (1 em cada 500) e outras doenças mais raras, mas que já tivemos a oportunidade de detectar ao longo destes meses: a não compactação  do ventrículo esquerdo, o Síndrome de QT Longo, o Síndrome de Brugada, a displasia arritmogénica do ventrículo direito, etc.

P.P. – Estamos na Era das novas tecnologias. A ciência faz todos os dias novas descobertas. Actualmente, quais são os novos tratamentos possíveis para ajudar a prevenir a morte súbita cardíaca?
Dr. R.P. -  Dependendo das doenças em questão temos diferentes tratamentos. Se falamos de um síndrome de Wolff-Parkinson-White o tratamento é a ablação percutânea por radiofrequência. De uma forma bastante simplista, trata-se de um método invasivo em que são realizadas picadas na “virilha” para a introdução de sondas que viajam até ao interior do coração. Aí, detectam um “fio eléctrico” que se encontra em excesso e é responsável por uma espécie de “curto-circuito” que pode levar à ocorrências de arritmias graves. Depois de detectado, pode ser realizada a ablação por radiofrequência. De uma forma simples, podemos dizer que esse “fio é queimado”.
Em doenças como o Síndrome de QT longo e não compactação do ventrículo esquerdo, o diagnóstico pode servir para começar medicação para proteger o doente.
O cardioversor desfibrilhador implantável é uma opção nos casos de doença (não compactação  do ventrículo esquerdo, Síndrome de QT Longo, Síndrome de Brugada, a displasia arritmogénica do ventrículo direito) associados a outras alterações de risco nos exames. Este pequeno dispositivo é um computador altamente especializado que é colocado debaixo da pele e detecta a informação sobre tudo o que se passa em termos eléctricos a nível do coração, através de sondas que o ligam directamente ao músculo cardíaco. Na presença de uma arritmia potencialmente fatal ele entrega muito rapidamente o tratamento eficaz.

P.P. – O desporto de alta competição aumenta o risco de morte súbita cardíaca (para duas vezes mais). O projecto teve com base o exemplo italiano realizado em desportistas, porquê?
Dr. R.P. -  A Itália é o exemplo a nível Mundial do sistema mais evoluído na triagem de atletas. Este sistema encontra-se devidamente legislado, existindo Centros especializados a nível Regional que avaliam todos os atletas de alta competição e olímpicos de forma protocolada. Desta forma, conseguiu-se diminuir o número de óbitos em 90% nos últimos 20 anos.

P.P. - Um indivíduo que tenha nascido sem qualquer anomalia aparente pode desenvolver uma patologia cardíaca?
Dr. R.P. -  Muitas vezes, as pessoas já nascem com uma alteração genética mas que só se manifesta mais tarde. Por exemplo, a miocardiopatia hipertrófica pode, por vezes, só se manifestar depois dos 40 anos. Em casos extremos, mas raros, mesmo as pessoas que não têm alterações, se tiverem uma infecção viral e desenvolverem uma miocardite (inflamação do músculo cardíaco) podem ficar em risco. Dessa forma, é muito importante a realização periódica do Electrocardiograma.

P.P. - O cidadão comum pode intervir de alguma maneira para ajudar uma pessoa que está em morte súbita?
Dr. R.P. Existem coisas simples que todos nós podemos fazer.
Se não detectarmos pulso ou respiração na pessoa em questão devemos chamar imediatamente o 112.
A realização de suporte básico de vida (massagem cardíaca e suporte de ventilação) pode fazer toda a diferença. Qual o fundamento para isto? Trata-se de numa situação de paragem cardíaca tentar manter de forma artificial (compressão externa) a função de bomba cardíaca e a oxigenação (ou por respiração boca a boca, ou com máscara ou outros dispositivos).
Cada vez mais vão surgindo formações para leigos sobre este assunto. No nosso País ainda vão escasseando, mas tenho doentes que só sobreviveram a episódios de morte súbita cardíaca abortada porque algum familiar ou amigo os manteve em massagem cardíaca enquanto o INEM/VMER não chegava.

P.P. O projecto iniciou-se em Fevereiro de 2012, com o objectivo de incluir o maior número de jovens possíveis (cerca de 20.000). Qual é o balanço que faz desde o início até agora?
Dr. R.P. Atingimos os 11.000 participantes muito recentemente. Julgo que iremos ficar perto dos 15.000 no final. Trata-se do maior rastreio do género (jovens não desportistas e desportistas) realizado a nível Mundial (dado que todos os outros estudos se focam em desportistas apenas).
Detectamos vários casos de doenças cardíacas de risco em jovens que não faziam a mínima ideia de que teriam qualquer tipo de problema. Trata-se de facto de uma minoria de 30 participantes, mas que possuíam um risco de morte súbita que variava entre 10% e 50% nos próximos 10 anos. Desta forma, sabemos que conseguiremos alterar positivamente a vida destas pessoas e esperamos sensibilizar os organismos competentes para tal, a nível nacional e internacional, para que esta prática se generalize. A nível nacional, morrem todos os anos 40 a 100 jovens por causa da morte súbita cardíaca. Diminuir este números em 90% faria toda a diferença para muitas vidas e famílias.

Para mais informações consulte: http://5minutos1vida.com/ 

por: Márcia Alves

*Este artigo não está de acordo com o novo Acordo Ortográfico

Beco com saida - Art Shoes



por: Diogo Sousa

3ª Gala de Solideraiedade - Casa Abrigo Padre Américo



por: Diogo Sousa

3ª Gala de Solideraiedade - Casa da Infância Dr. Elisio de Moura



por: Diogo Sousa

3ª Gala de Solideraiedade - Casa Abrigo Padre Américo



por: Diogo Sousa

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Museu do Brincar - A brincar é que a gente se entende

O Museu do Brincar, localizado em pleno centro da vila de Vagos, oferece a quem o visita a oportunidade de “re”viver a infância. Para além de ser um espaço de exposição e diversão é também um espaço de encontro com a nossa história e com o nosso ser criança.



Um homem somente brinca quando é humano...
E só se torna plenamente humano quando brinca.
Friedrich Schiller

Para mais informações visite: www.museudobrincar.com
por: Sónia Miguel

*Este artigo não está de acordo com o novo Acordo Ortográfico

Uma Experiência Que Dá Vida

“O voluntariado completa-nos, porque aquilo que temos é demasiado para ser só para nós”, ouvi estas palavras pela primeira vez referenciadas pela minha coordenadora de voluntariado, Catarina Farinha.
Com a chegada a Coimbra e a distância que se fazia sentir da família, resolvi que tinha de ocupar melhor o meu tempo, aqueles momentos livres das aulas, dos trabalhos e do estudo. Decidi juntar-me a um grupo de voluntariado que me tinha sido dado a conhecer muito recentemente, “Rabo de Peixe Sabe Sonhar”. Sem dúvida a melhor opção que podia ter tomado, apesar de ainda sentir falta da minha família, da minha cidade e dos meus hábitos, ganhei uma nova família em Coimbra.
“Rabo de Peixe Sabe Sonhar”, é um voluntariado dirigido aos jovens universitários, através dos centros universitários espalhados pelo país, após um ano de formação e de angariação de fundos dirigem-se durante duas semanas para os Açores, mais precisamente para Rabo de Peixe na Ilha de S. Miguel e nos mais jovens da população tentam introduzir valores e ideias que não foram incumbidas pelos pais. O próprio voluntariado divide-se em 3 fases: uma semana no Natal; uma semana na Páscoa (que apenas se realiza de dois em dois anos); e duas semanas no Verão (Agosto). Esta última referida é o grande momento do projeto, a realização todos os anos desta colónia em que o maior número de voluntários é selecionado para ir.
Assim compreendi ao primeiro instante quando ouvi aquela frase, o sentimento de preenchimento interior quando se pratica voluntariado é algo que nos supera. Estarmos a dar algo, que por vezes é apenas em tom simbólico, porque não há realmente nada para dar, apenas uns momentos de conversa e paciência, vai fazer a diferença na vida dos outros e na nossa.
Existem várias realidades que necessitam de ajuda de projetos como este no qual estava integrada. São várias as necessidades existentes e que podemos tentar colmatar para tornar essa realidade social um pouco melhor e menos evidente. Este é um dos factos que pode conduzir ao voluntariado, mas também a possibilidade de utilizar o nosso tempo de uma melhor forma, em algo que nos pode completar e aquilo que se pode evoluir com as várias experiências qua vamos passando ao longo da vida, sendo o voluntariado uma das mais importantes e que mais “ricos” nos faz. Estas são algumas das formas de entender o porquê de praticar voluntariado.
Há imensas razões para se integrar um grupo de voluntariado, são todas válidas, desde que o papel que se está a desempenhar, mais ou menos importante, seja sempre
bem realizado e com grande empenho. Certas pessoas entram para voluntariados para preencher e melhorar o seu curriculum, por vezes pode realmente marcar a diferença essa referência, principalmente em cursos com um cariz social mais elevado, ou então pelo dinheiro que irão receber no final das tarefas realizadas, enquanto ainda outros o fazem, apenas por se sentirem mais completos, pelos sorrisos que guardam consigo de cada pessoa que passa pela sua vida nessa experiência, que pode ser a experiência de uma vida.
Qualquer pessoa pode, e devia, entrar por uma vez, pelo menos, num voluntariado. Entra-se numa realidade que é diferente da nossa e assim automaticamente dá-se um crescimento, como somos sempre seres em crescimento, quantas mais experiências detivermos ao longo da vida maior será o nosso conhecimento das várias perspetivas do mundo.

por: Joana Correia


*Artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

De volta ao “San Siro”?

Nos tempos de crise profunda em que vivemos, teme-se que a Câmara Municipal do Bombarral não tenha meios financeiros suficientes para suportar a manutenção do Estádio Municipal, assim sendo, abre-se a possibilidade de todos os escalões da secção de futebol do Sport Clube Escolar Bombarralense (SCEB) voltarem a jogar no antigo Campo de Jogos.

Tarde de domingo, o silêncio reina no Campo de Jogos do SCEB, nas terras em redor das quatro linhas, ao invés de público, apenas se vêm ervas daninhas. Os muros enchem-se de líquenes e musgo, e as vedações vão-se deteriorando com o tempo.
Aos anos que a Rua Pedro Álvares Cabral não fica “entupida” nas tardes de domingo, pelas filas criadas na bilheteira do campo e pelos carros mal estacionados em toda a rua.
O placar do resultado já não se mexe, as bancadas já não se enchem de gente, o bar já não factura, e os balneários vão acumulando musgo no tecto devido ao pouco 
O Campo de Jogos do SCEB, ao qual algumas pessoas ligadas ao clube e à vila do Bombarral lhe chamam ironicamente San Siro (nome do estádio da cidade de Milão, onde actuam o Inter e o AC Milan), encontra-se de momento praticamente ao abandono, funcionando apenas a lavandaria e rouparia. Este campo sempre foi acarinhado pelos amantes do futebol no Bombarral, não só pela sua localização central na vila, mas também por alguma mística que representa.
A equipa sénior do SCEB abandonou este campo em 2006. Com a subida à III Divisão Nacional, na época 2005/2006 o clube viu-se obrigado a procurar um outro local para jogar, visto que os campos de terra batida só são permitidos nas divisões distritais.
Na época 2006/2007 os seniores do SCEB passaram a utilizar por aluguer as instalações do Estádio Municipal de Óbidos. No entanto as camadas jovens do clube continuavam a utilizar o campo de jogos como sempre o haviam feito.
No verão de 2007 foi concluída a construção do Estádio Municipal do Bombarral, que, para além de muito melhores condições que o campo de jogos tem um relvado sintético. Os seniores passaram a jogar e treinar sempre no Estádio Municipal do Bombarral, enquanto que as camadas jovens faziam alguns treinos e jogos no campo de jogos e outros no estádio. Na época seguinte todos os jogos se transferiram para o estádio, mantendo-se apenas alguns treinos no campo de jogos. Até que em finais de 2011 a caldeira do campo de jogos (ainda a lenha) se avariou e, sem água quente nos balneários, o campo passou a ficar inutilizável.
Segundo Ruben Sousa, natural da vila do Bombarral e ex-jogador da formação do SCEB, todos os escalões do clube correm sérias possibilidades de voltar a alinhar no campo de jogos, visto que os seniores voltaram a descer para as divisões distritais,
pelo que podem utilizar o piso de terra batida, e devido aos gravíssimos problemas financeiros que a autarquia do Bombarral atravessa, que podem colocar em causa a manutenção do Estádio Municipal. Contudo, é necessário conseguir meios financeiros para a aquisição de uma nova caldeira. O que será bastante difícil, visto que o clube atravessa uma grave crise financeira. Prova disso foi o acontecimento marcante da época transate, em que quase todos os jogadores do plantel sénior abandonaram a equipa por terem sido abordados pelo presidente para que os seus ordenados fossem diminuídos.
Com isto a equipa teve de jogar praticamente toda a temporada com jogadores do plantel júnior, que por sua vez garantiu a subida de divisão para a Divisão de Honra da Associação de Futebol de Leiria. Hoje o plantel sénior é composto maioritariamente por estes jovens, que representam o clube sem quaisquer recompensas monetárias.
Restam três hipóteses aos responsáveis da Câmara Municipal do Bombarral e da direcção do SCEB, ou a utilização volta na totalidade para o campo de Jogos com a condição da aquisição de uma nova caldeira, ou a câmara faz um esforço financeiro para continuar a efectuar a manutenção do estádio continuando todos os escalões a treinar e jogar no estádio, ou volta-se a efectuar um uso moderado das duas instalações, procurando um equilíbrio financeiro nas duas instituições, para que o estádio possa ser mantido e o campo de jogos sofra alguns melhoramentos e volte a ter o grande movimento que tinha.
 
Entrada lateral do Campo de Jogos do SCEB
 
Vista da bancada para a baliza norte
Estádio Municipal de Óbidos
 Estádio Municipal do Bombarral
 
 Pormenor das ervas com as bancadas ao fundo
Bilheteiras e portão de entrada do público
 Muro com líquenes e campo

Caldeira avariada
Placar do resultado


 Habitual balneário da equipa sénior, zona dos bancos
Ervas com o bar ao fundo
Areia e bancada ao fundo
Ervas, bandeira de canto e a baliza norte ao fundo
 Baliza sul, bar e bancadas ao fundo
 
 por: David Barata e  Eduardo Carvalho
 
*Este artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Atitude com Marca - Luís Lucas, um jovem investigador de sucesso na área de processamento de sinais

Alguns portugueses são autores de grandes feitos, valentes obras e prestigiadas ações. Na vida de alguns jovens vão sendo abertas janelas por onde vão passando raios de luz. Estes agarram cada oportunidade com uma força única, tentam ser reconhecidos e alguns tornam-se, por enquanto, pequenos heróis. Há histórias e casos de portugueses de sucesso. Há pessoas que tiveram ideias que triunfaram. O anonimato ou as luzes da ribalta são pequenos adereços de um grande cenário na peça de teatro que é a vida.
Nem todos os quadros se pintam com as mesmas cores. Para além de nem todos os jovens terem as mesmas oportunidades, nem todos seguem os sonhos da mesma forma, nem todos têm a mesma atitude. Luís Lucas, de 24 anos, um apaixonado pela Física, é investigador no Instituto de Telecomunicações (IT) em Leiria, no campus da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), do Instituto Politécnico de Leiria (IPL). Está a desenvolver o trabalho da sua tese final de doutoramento em Engenharia Elétrica, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Nos últimos meses tem percorrido um bocadinho do Mundo, conhecendo novas culturas, aumentando a sua experiência e adquirindo conhecimentos. Licenciado em Engenharia Eletrotécnica, no ramo de Eletrónica e Telecomunicações pela ESTG-IPL e mestre em Engenharia Eletrotécnica – Telecomunicações pela mesma instituição, o jovem, natural de Évora de Alcobaça, abraçou a proposta dos seus orientadores e continuou a sua formação académica. “Já que consegui financiamento, não perco nada em fazê-lo. É sem dúvida uma mais-valia”, declara.
 
Defesa de Mestrado
 
“O trabalho de investigação requer que os desenvolvimentos e os bons resultados sejam publicados em artigos de conferência ou de revista, neste momento ainda só consegui publicar artigos em conferência”, relata. Para apresentar alguns deles, a parte da comunidade científica que trabalha em processamento de sinal viajou até Bruxelas, na Bélgica, e até Orlando, nos Estados Unidos da América. Satisfeito, refere que “nas conferências foi interessante ouvir as outras pessoas a comentar o nosso trabalho e assistir e aprender com o trabalho dos outros”. Passou uma semana em Tampere, na Finlândia, numa espécie de escola de verão sobre vídeo 3D para estudantes de doutoramento que trabalham com esses sinais e com a qual enriqueceu bastante os seus conhecimentos.
 
Tampere, Finlândia
 
Durante sete meses esteve em terras brasileiras, uma experiência “única, inesquecível e vantajosa a nível pessoal. A oportunidade de conhecer e aprender com uma cultura diferente alarga os nossos horizontes.”, conta Luís, sorridente e claramente animado com o que vivenciou. “Estive no Rio de Janeiro, no Brasil, a fazer parte letiva do meu doutoramento. Gostei de experienciar a forma de estar daquele povo e, apesar de lá ter o mesmo ritmo que aqui, precisei de alguma adaptação.”.
 
O investigador na floresta da Tijuca
É certo que neste labirinto não foram só as escolhas pessoais que contaram para o caminho percorrido até agora. As oportunidades têm surgido atempadamente. Os mais reticentes e aqueles que se consideram pouco afortunados caracterizariam a situação com uma única palavra: sorte, mas essa é relativa, ao contrário da atitude, que está concretamente definida com a sua marca.
“A ideia de fazer um curso superior só surgiu no final do secundário. Foi uma aposta que fiz. Não vivi propriamente a sonhar com este curso.”, confessa enquanto reflete por momentos sobre o assunto. O gosto traçou o futuro. “A Eletrotécnica é uma área da Física com grande aplicabilidade e com um leque de saídas profissionais superior à própria Física teórica, por isso optei por esta área da engenharia.”, justifica.
 
 Momentos de lazer na Barra de Guaratiba - Praia do Perigoso / Pedra da Tartaruga
 
A dedicação ainda não é comerciável. Muitos têm a paixão mas não a sabem saborear. Só com esforço é que se obtêm os resultados pelos quais se luta, enfrentando obstáculos e percorrendo caminhos que nem sempre são os mais fáceis. “Os resultados atingem-se com trabalho. Gostar dos assuntos pode motivar quando chega a hora de ir trabalhar, mas não é o suficiente. No geral, a minha formação correu bem, tive as mesmas dificuldades que os outros e claro, matérias de que não gostava mas que não deixei de estudar.”.
Modesto em relação à bagagem que foi adquirindo e às capacidades que tem, vê a sua profissão “como qualquer outra área da engenharia. Estar ligado a uma área tão vasta como esta nos dias de hoje significa adquirir e usar o conhecimento no desenvolvimento de engenhos/tecnologias que nos sejam úteis.”, diz, acrescentando entre gargalhadas e deixando a questão no ar, um pouco ao critério de cada um: “ou não”. Ainda assim admite que quando se consegue sentir útil, o que nem sempre acontece num ambiente de investigação pois por vezes os projetos não funcionam ou não se verificam os resultados esperados, se sente muito bem.
A ambição continua e, neste caso, ao mais alto nível. Gosta do que faz “embora ache que existem outras áreas das telecomunicações onde gostaria mais de trabalhar”. Até ao momento, tem consciência de que poderia ter tomado outras decisões, apesar de não saber se seriam melhores ou piores, mas não se arrepende das escolhas feitas. Para além de sentir “vontade de acabar esta fase com sucesso”, quer entrar no mercado de trabalho, como afirma: “Quando olho para trás vejo que ainda estou a desempenhar a mesma função e, embora agora seja um pouco diferente, quero evoluir. A perspetiva é trabalhar. Onde não sei, será onde encontrar emprego”. Com um brilho no olhar confessa que “o ideal seria gerir o meu próprio trabalho”, porém, reticente, diz que “isso é muito improvável”, mas não impossível, pois nada é impossível quando queremos mesmo.

         por: Joana Pestana
*Artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

domingo, 16 de dezembro de 2012

Beco com Saida



por: Diogo Sousa

Natureza cosmopolita



O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra construído por iniciativa de Marquês de Pombal. Apresenta uma área de 13 hectares e uma colecção de plantas que preenche cada espaço de forma a que o visitante tenha a sensação de uma viagem pelas diferentes regiões do mundo.

Com um horário de funcionamento das 9h às 20h, a qualquer dia da semana este espaço é uma agradável opção para um simples passeio, um encontro ou uma tarde de estudo.

por: Laura Duarte e Patrícia da Costa

Entrada principal do Jardim Botânico
Estátua de Avelar Brotero
Escadas laterais (entrada pelos
arcos do jardim)
Vista da entrada lateral junto ao
Hospital Militar
Lago (onde se encontram várias espécies de peixes)
Típicos bancos, para um pequeno descanso
Árvore centenária
Fontanário do quadrado central
Pormenores do fontanário
Exemplos da diversidade da flora
                      Espaço de lazer