domingo, 31 de outubro de 2010

Vox Pop - O que diria a José Sócrates?

O Post de Pescada foi saber o que os portugueses diriam a José Sócrates se o encontrassem na rua.


Grupo 1:
Ana Serrano, Ana Sérvolo, Cristina Freitas, Patrícia Azevedo, Diana Felício, David Pimenta

sábado, 30 de outubro de 2010

Murtosa inova a pedais

Bicicleta é base para projectos de turismo ambiental
Murtosa. Terra de tradição e inovação.
Situada na cidade de Aveiro e com uma área de setenta e quatro quilómetros quadrados, que inclui larga parte da ria de Aveiro e mar dentro dos seus limites, esta vila anteriormente reconhecida apenas pela pesca, pela agricultura e pelo seu famoso prato de enguias; é agora reconhecida pela sua capacidade de olhar o futuro, inovando no turismo.

Projectos de turismo ambiental
Aproveitando todo o seu potencial geográfico (com território essencialmente plano) aliado à grande utilização, principalmente de jovens e idosos, da bicicleta no concelho, foi criado em 2006 o programa “Murtosa Ciclável”. Este projecto idealizado pela Câmara Municipal e pela Universidade de Aveiro concorreu, no seu ano de criação, ao Projecto de Mobilidade Sustentável de Portugal tendo conseguido chegar aos quarenta finalistas num total de cento e vinte e cinco concorrentes. 
Distinguindo-se pela diferença, o projecto da vila não incidia na construção de estruturas que facilitassem a utilização de transportes motorizados mas sim na construção de ciclovias por todo o concelho. Caracterizado pela simplicidade o projecto tem como objectivo incentivar e promover o uso da bicicleta, não só como meio de transporte mas também como veículo de visita a locais de interesse da vila. É nesta vertente de descoberta da região que nasce o projecto “NaturRia”.

Estando directamente ligado ao “Murtosa Ciclável” o “NaturRia” alia a utilização da bicicleta com a descoberta do património cultural e natural da vila. Para a sua criação o município estudou a fauna e flora do concelho, para definir os principais locais de interesse, onde se construíram ciclovias e zonas de descanso para os ciclistas nas quais se podem encontrar variada informação (também em inglês) sobre as espécies animais que habitam a região lagunar. Em Setembro de 2008 foi inaugurado o percurso poente que tem perto de dez quilómetros de extensão e logo no ano seguinte, o município abriu o percurso nascente com quinze quilómetros de ciclovia. Este ano terminou-se a última grande fase de construção de ciclovias que vai ligar todo o concelho da Murtosa ao concelho vizinho de Estarreja.

Segundo a câmara municipal da Murtosa, os efeitos da construção das ciclovias foram imediatos, pois o número de ciclistas (e também de pedestres) visto principalmente aos fins-de-semana, é cada vez maior. Esse aumento de pessoas a percorrer a vila trás ainda benefícios para a micro economia da região, porque os visitantes aproveitam sempre para usufruir dos estabelecimentos de lazer existentes.

Vila ecológica, reconhecida
No ano passado a vila da Murtosa recebeu, graças ao projecto “Murtosa Ciclável”, o prémio nacional “Mobilidade em Bicicleta” conjuntamente com o município de Lisboa. Tendo noção de que o financiamento para ambos os municípios não é igual, Januário Cunha, vareador da câmara municipal da Murtosa, destaca o empenhamento que tem sido posto no projecto por parte dos autarcas, quer na idealização quer na procura de verbas para a materialização do mesmo.
Com a atribuição do prémio a vila ficou nacionalmente reconhecida como um dos locais mais interessantes para fazer turismo ecológico e, aproveitando o protagonismo alcançado, a Murtosa fundou, em colaboração com os municípios de Beja e Vila Real e ainda com o apoio da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra, a rede “Cidades Móveis” que tem como principal objectivo a promoção de uma mobilidade sustentável e diminuir a dependência do automóvel.

Apesar de ser uma vila, o vareador salienta que a Murtosa consegue estar ao nível de muitas cidades quer nacionais quer internacionais e que o seu papel como fundador da rede “Cidades Móveis” não deve ser minimizado pelo estatuto da região mas sim vangloriado e respeitado.
Todo o esforço foi ainda reconhecido pelo Presidente da República, Cavaco Silva, que aquando da sua visita à vila da cidade de Aveiro, no âmbito do seu “Roteiro das Comunidades Locais Inovadoras”, afirmou que a Murtosa é um exemplo a seguir em termos de turismo ambiental e que apesar, de 81% do seu território ser considerado Reserva Ecológica, conseguiu transformar esse estatuto em algo positivo e economicamente viável.

Meio milhar de cicloturistas
Cerca de meio milhar de participantes reuniram-se no passado mês de Setembro, para a “I Volta ao Município da Murtosa”, os participantes, de todas as faixas etárias, reuniram-se no Parque Municipal da Saldida para o passeio de 28km através das 4 Freguesias do Concelho.  Com 2 convidados de excelência, Venceslau Fernandes, um dos melhores ciclistas portugueses, e António Leitão, atleta que alcançou uma medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984, a câmara da Murtosa continua a promover o seu projecto, tornando-o mais conhecido por Portugal.

O futuro
Este fim-de-semana realiza-se o VIII Congresso Ibérico - “A Bicicleta e a Cidade” na cidade espanhola de Sevilha, no qual município da Murtosa participará e irá mostrar o seu projecto “Murtosa Ciclável” perante especialistas Portugueses e Espanhóis, da área da mobilidade, promovendo e procurando melhorar o mesmo. Sabendo que o turismo ecológico é o caminho a seguir para a região, a câmara municipal está ainda a planear novos projectos relacionados com a área lagunar da ria, como por exemplo, o futuro Ecomuseu da Ria que terá uma vertente de investigação da vida marinha da zona.

Além de quaisquer projectos futuros, os programas “Murtosa Ciclável” e “NaturRia” foram declarados pela autarquia como parte essencial dos planos do presente e como tal, serão mantidos e melhorados aumentando a qualidade de vida dos murtoseiros e dos turistas que por lá passam.



Grupo 6
Marcelo Mariano
Milton Almeida
Patrícia Correia
Pedro Simões

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Crónicas

     Há dias tive conhecimento de que um grupo de estudantes, embriagados, acharam por bem pegar num cão na rua, subir a um terceiro andar e atirá-lo da janela. Ao que parece era um cão abandonado a que os vizinhos davam de comer. O pobre animal nao sobreviveu e estes jovens tiveram de prestar declarações à policia, mas só não parecer mal...
É sabido que existe legislação relativamente aos direitos dos animais, em Espanha por exemplo, um crime desta natureza pode dar prisão de 3 meses a um ano. Já em Portugal as leis de defesa dos animais resumem-se a ligeiras multas que raramente são aplicadas, já que tudo depende da sensibilidade e boa vontade de quem recebe as queixas, e da interpretação que faz das leis. É triste mas é verdade, vivemos num país em que é possivel matar um animal no meio da rua e nao chegar sequer a ser multado.
Os estudantes acabaram por sair impunes, e eu não consigo evitar sentir vergonha de ser da mesma espécie que pessoas destas, e de viver num país que permite estas barbaridades.  Na minha opinião isto é homicidio, o crime é precisamente o mesmo, só difere a vitima. Eu sonho com um dia em que a morte de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem, matar animais por prazer é um fenómeno que é ao mesmo tempo cruel e repugnante e o facto de alguem se divertir com uma brutalidade destas deixa-me muito frustrado e preocupado. Existem estudos que revelam que muitos homicidas comçam por maltratar ou torturar animais, e se nao fazem o mesmo a uma pessoa é porque existem leis contra isso, como tal, é mais arriscado.
Não consigo perceber nem aceitar a maldade das pessoas para com os animais e é impressionante que em pleno seculo XXI ainda haja quem se divirta com o sofrimento deles. Desde as touradas, aos maus-tratos e abandonos de animais domesticos, passando pelo abuso nos animais para alimentação e chegando ao cumulo que é matar animais pelas peles, há realmente coisas que nao me entram na cabeça.
Um animal não fala, e há quem diga que nao pensa, eu não concordo, mas isso é completamente irrelevante, pois o que interessa é termos consciencia de que ele sofre, tal como nós ,e deveria ter direito à vida e à liberdade como nós temos.
Os humanos usam e abusam da posição de supremacia em relação aos outros animais, acho que estava na altura de repensarmos a nossa relação com eles e começarmos a basear as nossas acções na ética e na justiça. À semelhança do respeito que as pessoas nos merecem, independentemente de gostarmos delas ou não, também os animais são merecedores de respeito. Há ter um minimo de civismo, sensibilidade e consideração pelos animais, há que respeitar os seus direitos e aplicar a lei de forma a punir aqueles que não o fazem.  


Pedro Baptista Gomes  





     Da maneira que os país está, quem é que ainda nos pode dar a certeza que não nos estamos a afundar? já não digo lentamente, porque parece mais veloz que a luz.
Será que seria irónico demais, dizer que podemos finalmente respirar de alivio uma vez que os países asiáticos continuam a produzir graças aos baixos salários que têm e que nós por cá temos grandes produtos financeiros? Importamos quase tudo o que comemos, temos a maior taxa de trabalhadores não qualificados da Europa, um serviço nacional de saúde sob fogo cerrado, medicamentos a preços quem não se comparam, mas em contrapartida, temos as propinas mais altas da Europa, conseguimos arranjar dinheiro para submarinos, carros de assalto e equipamentos anti-motim, por causa da cimeira da Nato.
Centenas de milhar de desempregados, pensões impensáveis, cortes no abono de família, milhões de pessoas abaixo do limiar de pobreza, justiça mais cara, cortes no rendimento social de inserção, escolas sem um mínimo de condições, penhoras constantes por dívidas à banca...
São males menores, afinal de contas os nossos gestores públicos são dos mais bem pagos no mundo, têm as maiores reformas, que acumulam com outras reformas e benefícios vários.
O Estado até tem dinheiro para dar centenas de milhões de euros a bancos fraudulentamente falidos... As coisas não podem estar assim tão mal.
Estranho também são as “SCUT” impostas agora aos portugueses para, de certa forma, conseguir combater a crise. Em 2006 já tinham sido discutidas algumas portagens, mas estranhamente o governo decidiu não avançar.
Estranha-se agora a decisão do Executivo, quando o movimento de utentes contra tal medida está cada vez mais activo e o demonstra publicamente.
Sente-se que tudo mudou, sobretudo na mente do engenheiro José Sócrates. Que agora, à boleia de crise, já quer a introdução de portagens nas SCUT, mas salienta que os habitantes das zonas servidas por estas vias não terão de efectuar o pagamento. Não entendo então de que maneira vão ser sustentadas, por quem lá passa ocasionalmente? Isso chegará para as manter?
O que mais me estranha ainda, é o facto de todas estas ficarem no norte de Portugal. Porquê? Não terá a capital mais pessoas capazes de “nos” ajudar a acabar com a crise, e assim contribuir para a economia do País?!

Para mim, há simplesmente coisas que não se explicam.


Ana Rute Monteiro

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Entrevista “ Os problemas da nossa profissão sob a visão dos próximos jornalistas!”

“Não existe o jornalista perfeito!”




Eles são um grupo de estudantes da Escola Superior de Educação de Coimbra que frequentam o segundo ano de licenciatura de Comunicação Social, e quando questionados sobre o rumo do Jornalismo conseguem apontar os inúmeros problemas, que nas suas opiniões, irão condicionar sempre, aquela que será a sua futura profissão.

Esta é a visão dos problemas que assombram o jornalismo, segundo a opinião da Ana Teixeira, Ana Veiga, Soraia Santos e Tony Santos.

Daniela Nogueira: Qual é ou quais são para vocês o maior/maiores problemas que actualmente estão presentes no jornalismo?

Tony Santos - Na minha opinião o maior problema do jornalismo, de hoje em dia, é a sua capitalização, ou seja aquela avidez pela procura do lucro.

Ana Teixeira - Existem vários problemas, nomeadamente a falta de tempo que o jornalista tem para apresentar as suas peças, e depois também há muita competitividade entre as empresas e um mercado sobrelotado de licenciados, visto que existem muitos jornalistas para poucos postos de trabalho, o que não ajuda em nada o trabalho de cada um individualmente.

Ana Veiga - Eu concordo com a Ana, e a juntar a todos estes factos acrescento ainda a falta de qualidade cada vez maior das peças, porque o que interessa cada vez mais é aquilo que vende e não aquilo que realmente é importante.

Soraia Santos - Também partilho a mesma opinião e acredito que a profissão já teve muito mais valor, visto que estamos numa era em que é cada um por si a tentar vencer no mercado de trabalho.

Daniela Nogueira: Pegando nos problemas da pressão do tempo, que os jornalistas enfrentam e na falta de capacidade de dizer “Não” perante as ordens dos superiores, que consequências é que estes problemas vão ter na actividade jornalística de hoje?

Ana Teixeira - Primeiramente a qualidade da peça vai ser menor, com certeza e depois o jornalista não vai ter assim tanta liberdade para fazer aquilo que realmente gosta e aquilo que quer.

Ana Veiga – Tal como já tinha referido anteriormente, a grande consequência que se vai verificar vai ser a falta de qualidade das peças o que vai obviamente condicionar o verdadeiro jornalismo.

Daniela Nogueira: Daqui a uns tempos todos nós vamos ingressar no mercado de trabalho e perante este cenário de grande afluxo de licenciados no desemprego, acham que vamos conseguir vingar no mundo do jornalismo?

Tony Santos – Eu sinceramente acho que sim. É uma questão de carácter, visto que a própria pessoa tem de lutar por si, juntamente com o talento e muito esforço. Isto levará a que haja uma probabilidade de vingar na área que quer. Mas não acredito que seja uma luta fácil. É preciso lutar bastante.

Soraia Santos – Eu ainda acredito numa visão romântica do sucesso em que se todos lutarmos conseguimos alcançar um lugar onde sempre quisemos, mas a verdade é há muita competição e com a crise nem sempre é fácil. Por isso é raro aquele que consegue alcançar o seu verdadeiro objectivo. Acaba é por se contentar com outro tipo de trabalho mas aquilo que nos motiva, que nos move e que nos fez entrar para este curso, não sei se algum dia o conseguiremos alcançar.

Daniela Nogueira: Com todos estes problemas que já vimos que assombram esta profissão, acreditam que existe o jornalista perfeito?

Ana Teixeira – Eu penso que não. É muito complicado ser-se perfeito em alguma coisa e é preciso muita experiencia para se chegar a isso.

Ana Veiga – Exactamente. Perfeitos nunca podemos ser. Podemos sim lutar para sermos quase perfeitos mas na realidade isso é algo muito difícil.

Daniela Nogueira: Perante estes problemas, acham que algum dia conseguiremos ser bons jornalistas?

Tony Santos – Sim, poderemos vir a ser sim. Não podemos é nunca nos ver como “jornalistas vedetas” porque isso vai fazer com que nos olhemos como fantásticos, o que reflectirá depois na qualidade das nossas peças.

Daniela Nogueira: Portanto se tivessem que escolher o maior problema do jornalismo dos dias que correm qual seria?

Tony Santos – Para mim é sem dúvida o monopólio que existe em redor do jornalismo. O jornalismo por dinheiro e não jornalismo por informação.

Ana Teixeira – Talvez a elevada competitividade.

Ana Veiga – Eu penso que é a falta de qualidade das peças e dos trabalhos jornalísticos e o sensacionalismo que não deveria existir.

Soraia Santos – Na minha opinião acho que é sobretudo o tempo que é dado a um jornalista, que é muito escasso não permitindo que se aprofunde com exactidão o que vai ser relatado e o medo de “enfrentar” os chefes quando sabem que o que lhes é pedido não é matéria jornalística.


Por: Daniela Nogueira
Tema: "os Problemas dos Jornalistas"

Estudantes agredidos no recinto da Latada

Já tiveram alta hospitalar os cinco estudantes que, por volta das seis da manhã, foram agredidos por um grupo de homens no interior do recinto da Festa das Latas.
Os alegados agressores conseguiram passar pela segurança com navalhas e soqueiras, sem que estas tivessem sido apreendidas.
Duas das vítimas eram naturais de Coimbra e as restantes, agredidas posteriormente por tentarem ajudar os primeiros estudantes, eram naturais de Estarreja.
Os agredidos, com menos de 25 anos, foram hospitalizadas no Hospital dos Covões com traumatismos na face e no crânio e com outros ferimentos mais ligeiros. Segundo o que o Diário de Coimbra conseguiu apurar junto da PSP, os agressores já foram identificados.
Miguel Portugal, presidente da DG/AAC, disse ao mesmo jornal que “o que aconteceu dentro do recinto podia ter acontecido lá fora”.

Ana Cristina Teixeira
Grupo 4

Festival de Música de Coimbra aposta na diversidade

Está a decorrer até 8 de Dezembro, o Festival de Música de Coimbra (FESMUC).

De 21 de Outubro a 8 de Dezembro, o FESMUC traz a Coimbra diversos artistas conceituados nacionalmente e internacionalmente.
Ruben Bettencourt, Set Sax Quartet, Quarteto de clarinetes “Sonoridades”, SAX ENSEMBLE – Quarteto de Saxofones de Coimbra, TAUC - Tuna Académica da Universidade de Coimbra e Young-Choon Park são alguns dos nomes que participarão neste festival que já ocorre desde 2005. Este ano, os espectáculos evocam os 200 anos do Nascimento de Frédéric Chopin (1 de Março de 1810) e de Robert Schumann (8 de Junho de 2010).
Os concertos deste ano ocupam diversos espaços como o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), o auditório do Conservatório de Música de Coimbra, a Biblioteca Joanina, a Igreja de Santa Clara e ainda, fora da cidade, em Ançã, Mira, Arganil, Cantanhede e Montemor.
O programa deste festival e outras informações relativas aos espaços e aos próprios espectáculos podem ser consultados no site do FESMUC.

Diana Teixeira
grupo4

Serenata da latada recolocada

Este ano a serenata da latada realizou-se na praça do comércio.

Depois de décadas de tradição, a serenata que dá arranque a festa das latas foi este ano, pela primeira vez, realizada na praça do comércio. A Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra defende tal alteração com os argumentos de que existe uma melhor acústica, melhores acessos e mais espaço nesse local, o que permite mais audiência. E assim uma forma de levar a serenata aos “futricas”e não apenas aos estudantes. Este deverá ser o local escolhido para os próximos anos.

Também o cortejo da latada irá sofrer alteração de rotas devido as obras na Rua Alexandre Herculano.

Fontes: Público e Diário de Coimbra.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Agenda Cultural - 25 deOutubro a 2 de Novembro

O acesso ao jornalismo

É de conhecimento geral que actualmente estamos a passar uma fase conturbada na obtenção de emprego. Se é efeitos de uma crise económica, instalada, ou não, o facto é que já não basta uma licenciatura para se “estar bem na vida”. Este fenómeno social, que tem vindo a aumentar ao longo das últimas décadas, afecta (comparando apenas os licenciados) principalmente indivíduos da área das humanidades. O jornalismo e a comunicação social são dois cursos que integram as estatísticas.


A situação actual do acesso dos jornalistas no mercado de trabalho tem sido alvo de alguma preocupação. Os media têm crescido imenso ao longo destes últimos anos, tendo-se monopolizado e adquirido uma carácter bastante economicista, que tem até designado um conceito diferente para jornalismo, que é “produção de conteúdos. O factor económico é um dos principais motivos das transformações que têm ocorrido ao longo destes anos no sector, que condiciona as práticas profissionais e o jornalismo que se produz. A concentração mediática é a consequência mais significativa deste carácter económico que os media criaram. Os grandes grupos receberam uma dimensão apontada como plurimédia, reforçando a sua participação em sectores financeiros e na vida política. Destes grandes monopólios fazem parte as estações de televisão, de rádio, revistas, jornais mas também de outros sem ligação ao jornalismo nem aos media. Esta situação condiciona a informação, as condições de vida, a empregabilidade dos jornalistas e o trabalho dos mesmos.

Há vários anos que neste sector se tem notado uma procura sensivelmente superior à oferta. Mas o problema não é apenas este, o facto das grandes empresas reduzirem no “pessoal” condiciona o acesso dos recém licenciados no mercado de trabalho. A concentração mediática tem um grave problema, que é o facto de deixar poucas oportunidades da pessoa arranjar trabalho nas empresas. Como o patrão é o mesmo (dos vários órgãos de comunicação social) o indivíduo fica condicionado.

A ausência de um sistema sério de regulação na entrada para o mercado de trabalho e no próprio exercício da actividade, constituem também um entrave, embora haja normas constitucionais. O grande problema, é que muitas vezes as empresas não aplicam estas regras de forma rigorosa, ficando o acesso ao emprego ao critério dos superiores hierárquicos ou dos próprios patrões.

No final, apercebemo-nos que tirámos o curso que sempre sonhámos, mas no entanto são poucos os que exercem a profissão. Há os que desanimam e nunca aplicarão os conhecimentos que adquiriram na faculdade, os que lutam por conseguir o que querem e conseguem um lugar como jornalistas, e os que se deixam levar pela sorte e um dia mais tarde até agradecem por não ter envergado pela profissão dos media. Actualmente, o importante é ser versátil, ter experiência, ser persistente e trabalhador, claro que a sorte é “o” factor, mas não é tudo.

Joana Santos

Cortejo da Latada de Coimbra vai ter carácter reivindicativo

O Cortejo da Festa das Latas e Imposição de Insígnias, a decorrer hoje em Coimbra, conta com críticas à acção social escolar e à falta de bolsas de estudo no Ensino Superior.

A festa estudantil, já tradicional na cidade, é conhecida pela folia por parte dos jovens. Mas este ano, a par dessa característica, os estudantes vão aproveitar para denunciar as carências por que passam.
A Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) irá abrir o cortejo com um canguru sem bolsa, sátira à situação actual,  em que há estudantes a "saltar" do Ensino Superior porque não têm bolsa. Além desta forma de protesto, alguns dirigentes associativos irão surgir de mãos atadas, transmitindo a mensagem de que, por muito que queiram, não conseguem lutar sozinhos.
A Escola Superior de Educação de Coimbra, pertencente ao Instituto Politécnico de Coimbra, demonstrará luto pelas lacunas da acção social, levando os seus caloiros com o braço esquerdo coberto de preto.
O cortejo conta ainda com a divulgação e mobilização dos estudantes da Universidade de Coimbra para a manifestação, que se irá realizar no dia 17 de Novembro, em Lisboa.

Ana Veiga
Grupo 4

domingo, 24 de outubro de 2010

Entrevista a Tânia Spínola, jornalista da RTP-Madeira


“ (…) desde a Guerra do Golfo, em 1991, senti que não conseguia viver sem a Informação e não queria estar só no papel de quem recebe! O meu objectivo era estar do lado de quem transmite.”

Tânia Spínola, de trinta e dois anos, é jornalista da RTP-Madeira. É licenciada em Jornalismo pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e fala-nos, entre outras coisas, sobre o jornalismo actual e a sua imagem perante a sociedade.


Cristina Freitas - Desde que idade é que soube  que iria enveredar pelo jornalismo? Que influências teve na sua escolha?

Tânia Spínola - Desde cedo soube que queria seguir a carreira de jornalista. Se ia conseguir lá chegar, essa era outra história mas certo é que desde a Guerra do Golfo, em 1991, senti que não conseguia viver sem a Informação e não queria estar só no papel de quem recebe! O meu objectivo era estar do lado de quem transmite. Na altura, com 13 anos, deitava-me a ouvir "a guerra" e acordava a ouvir "a guerra". Mais do que jornais ou televisão, era através da rádio que eu acompanhava o acontecimento que sabia que ia transformar o mundo e que acabou por definir o rumo da minha vida. A partir daí direccionei os meus esforços e os meus estudos para a comunicação social e, hoje, passados 11 anos de profissão, sou a prova que, quando se quer mesmo uma coisa...consegue-se.


C.F -       Quem são os seus jornalistas de referência?

T.S - Não sou capaz de seleccionar um ou outro jornalista. São vários e encontram-se nos diversos órgãos de comunicação social, quer nacionais quer estrangeiros. Até aqui, na Madeira, onde trabalho desde sempre, tenho colegas que considero referências e com os quais aprendi bastante, mais do que nos quatro anos de ensino universitário. Como em tudo na vida, os bons exemplos aproveitam-se sempre.


C.F -       Quais as primeiras dificuldades que encontrou quando entrou no mercado de trabalho?

T.S - Como qualquer jovem estagiário, os jornalistas sentem os meus problemas de qualquer outro profissional inexperiente. Aprende-se muito na Universidade e não são de deixar de parte os ensinamentos, mas a verdade é que quando se chega ao mundo do trabalho, a realidade é bastante diferente. O tempo para elaborar uma reportagem foi talvez o maior atrapalho. Sobretudo em televisão, tudo tem que ser feito "para ontem", todos os segundos contam e depressa aprendi que "a boa peça é a que está no ar". De resto, tive sorte de ser acompanhada durante largos meses por profissionais experientes, com largos anos de profissão que me ensinaram quase tudo o que sei. Nem todos têm essa sorte. Muitas vezes há que passar por patamares menos aliciantes mas, é como digo, a persistência de quem quer muitos lá chegar, acaba por vencer. É preciso apenas, calma, não ter pressa de chegar, acreditar nas suas capacidades e não se deixar abater à primeira dificuldade, nem à segunda, nem sequer à terceira.... os obstáculos foram feitos para ser ultrapassados!!!


C.F -       É jornalista de um telejornal regional. No que diz respeito às agendas mediáticas regional e nacional, quais considera serem as principais diferenças entre estas?

T.S - Um órgão de comunicação é um órgão de comunicação, quer seja regional ou nacional. Em termos de agenda, e talvez por ser uma televisão pública, é quase obrigatório seguir as iniciativas partidárias. Nada diferente do que se passa no telejornal nacional do meu canal, a RTP. Um dos maiores problemas, a meu ver, de estarmos inseridos num meio pequeno, é que todas as instituições, associações ou organizações, sejam elas políticas, desportivas, sociais, culturais, acham-se no direito de ter o seu espaço no telejornal regional. Obviamente que a cobertura da agenda institucional retira tempo para fazer outro tipo de trabalhos que qualquer jornalista considera mais aliciante. No entanto, julgo que este não é um problema regional, é um problema da comunicação social em geral. Os temas que interessam ao país, interessam à Região. Não nos podemos esquecer que não vivemos isolados. Sobretudo, na era da globalização, é fundamental estarmos ligados ao mundo. O que por norma fazemos, até porque os madeirenses têm acesso gratuito aos canais generalistas nacionais, é "regionalizar" os assuntos. Mas não passamos à margem dos temas que marcam a agenda diária nacional.



C.F -       Actualmente, como encara a conotação negativa aplicada ao jornalismo e à sua credibilidade perante o público?

T.S - Acho que os jornalistas sempre foram visto como "a ovelha negra", o ser que está ali para estragar a vida a alguém. Obviamente que não vejo a minha profissão desta forma e tenho pena que os cidadãos, ou grande parte deles, tenham esta visão deturpada em relação a esta profissão. Infelizmente, tenho que admitir que essa má imagem é fruto da forma menos profissional como alguns colegas actuam. Os jornalistas têm um papel demasiado importante na sociedade e não devem agir de forma leviana. O Código Deontológico existe para ser respeitado e honrado. Se todos nós seguíssemos o Código, a profissão seria muito mais dignificada. Cabe a cada um de nós esse papel.


C.F -       Considera que o jornalista é o verdadeiro “cão de guarda”, no sentido do “gatekeeping”?

T.S - O jornalista hoje é mais "cão de fila", no sentido que muitas vezes não faz mais do que ser porta-microfone. Seja porque tem uma agenda demasiado carregada e o tempo não estica, seja por preguiça intelectual, aquilo que se vê hoje é que a maior parte dos jornalistas limita-se a transcrever o que ouve, às vezes nem relata o que vê.




C.F -       O jornalismo é, actualmente, visto como um quarto poder. Concorda com essa função supervisora dos poderes executivo, judicial e legislativo?

T.S - Acredito no jornalismo como um Quarto Poder mas julgo que quando se aplica essa definição não se refere ao carácter supervisor dos outros poderes. Quarto poder porque, de facto e não raras vezes, os meios de comunicação social têm mais força que todos os outros poderes. O jornalismo e os jornalistas são capazes de destruir por completo a vida de uma ou mais pessoas. Vejamos por exemplo o caso de um cidadão condenado pelo tribunal a cumprir uma pena de prisão: se o caso não for mediático, esse homem ou mulher cumpre pena, sai e têm hipóteses de começar de novo. Se o caso chegar à comunicação social e à opinião pública, o mesmo cidadão é condenado antes de o ser efectivamente e até pode ser considerado inocente mas a sua vida nunca mais será a mesma. O poder dos jornalistas é enorme e por isso, o dever de informar deve ser exercido com cautela, coisa que muitas vezes não é. Pessoalmente, gostava que esse Quarto Poder fosse realmente o de fiscalizar os actos do Governo, da Justiça e do Parlamento.

C.F -       É um dado adquirido que as tecnologias vieram permitir que os meios de comunicação tenham uma acção mais rápida e eficaz perante o ambiente volátil e efémero da informação. Porém há quem lhes aponte alguns aspectos negativos. Qual a sua opinião em relação ao alucinante ritmo de troca de informação a que assistimos actualmente? Acha que o jornalismo perderá a sua importância perante o crescimento exponencial dos self-media ?


T.S - É de facto alucinante o ritmo a que circula a informação. Chega a ser assustador. Se pensarmos que há uns anos, nem telefones havia, então ainda nos causa mais arrepios. Claro que os aspectos positivos deste corre-corre da notícia são maiores que os seus contratempos mas não devemos nem podemos deixar de pensar no que tem de mau. Com a massificação da utilização da internet e, sobretudo com as redes sociais e os blogues, qualquer um se acha no direito de dizer o que quer, sobre quem quer. A Democracia assim o permite e, até hoje, continua a faltar legislação específica sobre o assunto. Enquanto assim for, qualquer um de nós, pode ser simultaneamante autor e intérprete da notícia. E, infelizmente, uma mentira, transmitida muitas vezes, acaba por tornar-se verdade aos olhos da sociedade. Ninguém está imune a esta nova realidade. Mais uma vez, seria bom que imperasse o bom senso mas todos sabemos que este é um desejo utópico. No entanto, não creio que o jornalismo esteja em risco. A comunicação social tem apenas que adpatar-se aos novos tempos e, em Portugal, isso está a acontecer a algum tempo e bem. Já são raros os jornais sem edição online e o mesmo acontece com as rádios e as televisões. Todos têm emissões em directo ou quase em tempo real, permitem que os cibernautas assistam aos programas preferidos através da internet quando quiserem e onde quiserem. Todos os órgãos de informação têm espaços de participação do público, e julgo que esse vai ser o caminho para o jornalismo continuar vivo.


C.F -       Que conselho dá a estudantes e a jovens que vêm o seu futuro também na área do jornalismo?

T.S - Conselhos são difíceis dar e poucas vezes seguidos por quem os recebe. Desejo apenas a todos os que se iniciam nesta profissão as maiores felicidades e a capacidade de saber avaliar os assuntos por cima. É importante não se deixar levar na onda, ouvir os mais velhos, retirando daí todos os ensimanentos que puderem mas não se esqueçam que também eles falham. Sigam os vossos instintos e não escrevam uma linha que seja se não estiverem 100% seguros da veracidade dessa informação. É com essa clarividência, com o bom senso, com humildade e com um cumprimento escrupuloso das regras do Código Deontológico que podem mostrar que o jornalismo não é o mau da fita e dão o vosso contributo para a dignificação da profissão mais aliciante e motivadora do mundo. E estão proibidos de desistir perante as adversidades e as portas que se vão fechar. Se uma fechar, outra vai abrir-se mais ou cedo ou mais tarde.






Cristina Freitas










quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Gentes e recantos de uma região cada vez mais pobre

http://www.youtube.com/user/soraiaasantos1

Agenda Cultural

O Posts de Pescadas recomenda:


20 de Outubro (Quarta-Feira)
Filme: Embargo
Sinopse:
Nuno é um homem que trabalha numa roulotte de bifanas, mas que inventou uma máquina que promete revolucionar a indústria do calçado - um digitalizador de pés. No meio de um embargo petrolífero e deparando-se com uma estranha dificuldade, Nuno tenta obstinadamente vender a máquina, obcecado por um sucesso que o fará descurar algumas das coisas essenciais da sua vida. Quando Nuno fica estranhamente enclausurado no seu próprio carro e perde uma oportunidade única de finalmente produzir o seu invento, vê subitamente a sua vida embargada…
Dolce Vita - Sessões


21 de Outubro (Quinta-Feira)
Teatro Académico de Gil Vicente
Música: António Rosado
Concerto de Abertura do Festival de Música de Coimbra 2010

Obras de Chopin e Schumann  21.30h

O pianista António Rosado tem uma carreira reconhecida nacional e internacionalmente, corolário do seu talento e do gosto pela diversidade, expressos num extenso repertório pianístico que integra obras de compositores tão diferentes como Georges Gershwin, Aaron Copland, Albéniz ou Liszt. 


22 de Outubro (Sexta-Feira) - Pelas 20.15 a Académica defronta o Nacional da Madeira no estádio cidade de Coimbra a contar para a oitava jornada da liga ZON Sagres.






23 de Outubro (Sábado) - Filme para toda a família
Filme: Lenda dos Guardiões 3D
Sinopse:  
Soren é um jovem mocho que adora as histórias que o seu pai lhe conta sobre os Guardiões de Ga’Hoole, um mítico bando de guerreiros que defendem toda a nação dos mochos contra os temíveis Pure Ones. O grande sonho de Soren é juntar-se ao seus heróis, ao contrário do seu irmão mais velho, Kludd, que apenas ridiculariza a ideia. Um dia, os dois irmãos caem da árvore onde estão e são capturados pelos Pure Ones. Agora cabe a Soren tentar escapar e encontrar a Grande Árvore, o lar dos famosos Guardiões – a única esperança que ele tem para salvar o reino dos mochos.
Dolce Vita / Fórum Coimbra - Sessões 


24 de Outubro (Domingo) 
Filme: Hachiko - Amigo para Sempre
Sinopse:
Hachiko é um cão especial, com a alcunha de "Hachi", e acompanha o seu dono Parker, um professor universitário, todos os dias, até a estação de comboios para o ver partir, retornando à estação, todas as tardes para cumprimentá-lo ao final de cada dia. A natureza emocionalmente complexa do que sucede quando esta sua rotina descontraída é interrompida, faz da história de Hachi, um conto intemporal; a fiel devoção de um cão ao seu dono mostra o grande poder do amor e revela que o mais simples dos actos pode tornar-se no mais grandioso gesto de todos. 
Dolce Vita - Sessões


25 de Outubro (Segunda-Feira)
Exposição Fnac: A revolução de Abril - No olhar de Carlos Gil

Exposição comemorativa dos 35 anos do 25 de Abril de 1974

O conjunto de fotografias apresentado é uma escolha entre muitas outras que o repórter fixou, e que pretendem recordar um percurso deste país, desde o princípio do fim da ditadura ao momento escolhido pelo próprio autor, como sendo o fim de um sonho de uma revolução de esquerda.





 

26 de Outubro (Terça-Feira)
Filme: Comer Orar Amar
Sinopse:
Liz Gilbert (Julia Roberts) tinha tudo o que uma mulher moderna deseja – um marido, uma casa, uma carreira bem sucedida. Mas ainda sim, como muitas outras pessoas, sente-se perdida, confusa e em busca do que realmente deseja na vida. Recentemente divorciada e num momento decisivo, Gilbert saí da sua zona de conforto, arriscando tudo para mudar de vida, embarcando numa jornada à volta do mundo que se transforma numa procura por auto-conhecimento. Nas suas viagens descobre o verdadeiro prazer da gastronomia em Itália; o poder da oração na Índia, e, finalmente e inesperadamente, a paz interior e equilíbrio de um verdadeiro amor em Bali. Baseado no best-seller autobiográfico de Elizabeth Gilbert, Comer, Rezar, Amar prova que existe mais de uma maneira de levar a vida e de viajar pelo mundo.  
Fórum Coimbra - Sessões



Grupo 6
Marcelo Mariano
Milton Almeida
Patrícia Correia
Pedro Simões

Jornalismo Para Totós

      O jornalismo é a profissão do oito ou oitenta, é um facto. Ou quase. Vejamos: enquanto uns trabalham no meio de guerras reais, outros fazem-no viajando. Vemos os primeiros aflitos, vemo-los na televisão a toda a hora basta assistir a um noticiário. Os segundos não os vemos, quase só ouvimos falar, há um programa ou outro dedicado a isso e eles – queridos! – fazem questão de o referir nos seus blogues “pessoais” (embora, quase de certeza, abrilhantando a coisa).

        É bonito isso de viajar para trabalhar – ou trabalhar para viajar – no entanto é apenas uma pequena parte da árdua profissão de jornalista.

      Aos futuros jornalistas que sonham com um trabalho deste género: acordem, pois acabarão por ir parar à guerra, nem que seja interna.

      Antes de chegar ao patamar do bem-bom terão de subir os degraus do mau bocado, da humilhação e, calhando, dos processos. Como isto está, serão bons degraus…depois de passar o hall do desemprego, claro.

       A melhor fase do jornalismo é enquanto se tira o curso e para muitos será o mais perto que estarão de exercer a profissão. Infelizmente.


Por Diana Felício
Grupo 1 
No tema: Jornalismo e profissão

A vida de uma estudante de Erasmus em Coimbra


 
 Julie Selvåg Ulvan é uma jovem Norueguesa de 19 anos que frequenta o “Anual Course of Portuguese Language and Culture” na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Fascinada pelo povo Portugues, pelo idioma, pelos costumes e tradiçoes, Julie encontrou a sua segunda casa na cidade dos estudantes, revelando que se dependesse dela, possivelmente nao regressava à sua terra natal.  Falámos com Julie de forma a compreender melhor o que tanto a cativa na cidade de Coimbra.

Julie, porquê estudar em Portugal? Porquê Coimbra?
Desde sempre que adoro Portugal e passo cá as férias desde os meus 6 anos. A minha família e eu temos grandes amigos em Coimbra. Quando for mais velha quero mesmo perceber Português. Adoro a cultura, as pessoas e o ambiente. Coimbra é famosa pela vida académica e devo concordar que está a ser fantastico.

Como tem sido a tua adaptação?
Tem sido mais fácil do que eu pensava que ia ser. Nunca estou sozinha, tenho feito grandes amigos e só estou efectivamente em Coimbra há 2 meses. Por isso posso dizer que gosto imenso de viver aqui, quando não estamos sozinhos tudo é mais fácil.

O que é que achas das pessoas portuguesas? Sentes-te bem-vinda?
Os Portugueses são incríveis, estão sempre de braços abertos e dispostos a ajudar em todos os aspectos da minha integração. Já conheci e aprendi imenso, estou muito surpreendida e feliz.

O que pensas da tua escola, dos teus professores e dos teus novos colegas?
Eu acho que a escola é muito antiga e tem uma grande história para trás, parece que estou num museu ou coisa do género, é algo antigo mas surpreendentemente mágico e acolhedor. Os professores, apesar de não poderem falar inglês, que é a língua com que me sinto mais à vontade,  são extremamente simpáticos e acessíveis, assim como os estudantes, gosto muito.

Existem muitas diferenças ao nível do estudo entre Portugal e a Noruega?
A Universidade de Coimbra é muito mais antiga, a cultura académica é inacreditavelmente diferente e mais rica em tradiçoes. As pessoas no geral são mais flexiveis e bem dispostas, há sempre festas e noitadas, e os estudantes saem muito durante a semana, o que nunca acontece lá.

Tens tido episódios menos bons? Tens tido algum tipo de dificuldade maior?
Por vezes, quando se sente muito a falta da família e se está sozinho num país longinquo, pode ser muito difícil. Mas as maiores dificuldades são mesmo em perceber o que os professores dizem uma vez que eles só falam português, e para nós, alunos dos mais diferenciados países, é muito difícil acompanhar a matéria. Muitas vezes saímos das aulas a saber precisamente o mesmo do que quando entrámos.

Quanto tempo tencionas ficar em Portugal?
Não tenho bem a certeza, claro que o meu sonho era poder ficar para sempre, mas tenho a minha vida na Noruega, a minha casa, a minha família, está tudo lá. Depende bastante dos conhecimentos que adquirir aqui, mas pelo menos um ano vou ficar.

O que estas a pensar fazer quando acabares os teus estudos aqui em Portugal?
Quase de certeza que vou voltar para a Noruega e estudar Marketing lá, mas se aprender português tão bem como eu espero, é muito provavel que tente a minha sorte no mercado de trabalho de Portugal no futuro.

 





Andreia Tavares
André Gonçalves
Ana Rute Monteiro
Pedro Gomes
Dulce Valério

“Portugal corre sérios riscos de se afundar”

Bruno Gomes, de 25 anos, é músico a tempo inteiro. No entanto, foi na política que encontrou uma das suas grandes paixões. Actualmente, exerce cargos de Presidente da Concelhia do Partido Socialista de Ferreira do Zêzere, Deputado Municipal e Intermunicipal, Presidente da Comissão Política da Juventude Socialista (JS) Ribatejo e membro da Comissão Política do Partido Socialista (PS) Ribatejo. Face à situação política e económica que o país atravessa, Bruno Gomes dá a sua opinião sobre os assuntos que têm vindo a preocupar a vida dos portugueses…


Sandra Portinha (SP) - Tendo em conta as declarações de José Sócrates, Primeiro-Ministro - “A proposta de Orçamento do Estado para 2011 "protege o país da crise internacional, protege a economia, protege o emprego e protege o modelo social em que queremos viver"”(in Económico) - e as de Miguel Relvas, Secretário-Geral do PSD - “Este orçamento é, por outro lado, de "grande insensibilidade social, que vai trazer maior disparidade social, que vai trazer maiores problemas sociais, mais fome e mais miséria ao nosso país”” (in Económico) – defendes que a proposta de Orçamento de Estado (OE) deveria ser aprovada?

Bruno Gomes (BG) - A proposta de OE será alvo de algumas mudanças, ainda. Estou convicto que vai haver negociações entre o PS e o PSD e que a proposta final será aprovada. Sou de esquerda, se existe modelo social, se existe um sistema nacional de saúde, por exemplo, isso deve-se ao Partido Socialista. Ninguém melhor do que o PS protege os direitos sociais. Se a proposta de OE não for aprovada, Portugal corre sérios riscos de se afundar. Julgo que os partidos políticos reconhecem as suas responsabilidades e que o Orçamento de estado será aprovado.


SP - Como encaras as medidas de austeridade do Governo?

BG - Encaro-as como medidas necessárias para garantir a estabilidade económica de Portugal. Sou daquelas pessoas que não gosto de me lamentar. Se existem problemas, temos que encontrar soluções. Temos que controlar o défice das finanças públicas e só assim o conseguimos. Sabemos que os mercados financeiros internacionais se guiarão pelas medidas tomadas pelo Governo, o que fará (já está a fazer) com que tenhamos uma maior credibilidade no exterior. Falemos de rating’s ou de juros cobrados.


SP - Achas que são suficientes? Achas que vão corresponder às expectativas?

BG - Eu espero que sejam suficientes. Já se está a pedir muito aos Portugueses. É necessário que estas medidas tenham resultados, para o bem de todos nós.


SP - "O que posso dizer é que continuam ainda por explicar as contas de 2010" e "como é que o país chegou a esta situação", disse Miguel Relvas (in Económico). Achas que deveriam ter sido tomadas medidas mais cedo?

BG - Esperava que as contas públicas estivessem um pouco melhor, pois foram tomadas algumas medidas. Não culpabilizo tanto o Governo, culpabilizo o mercado financeiro mundial. Extremamente maleável, extremamente liberal. Havendo uma crise financeira global, Portugal, como é lógico, é apanhado na bola de neve.


SP – Mas, visto que isto não aconteceu de um momento para o outro e que o governo já devia estar a par da situação, o governo não deveria ter admitido e alertado há mais tempo para a situação em que o país se encontrava?

BG - Julgo que o Governo esperava outro tipo de resposta perante as medidas tomadas anteriormente. O que é certo é que não deram o resultado esperado. A situação económica de um qualquer país desenvolvido, está hoje amplamente dependente dos agentes económicos exteriores. Bem vimos como alguns países se afundaram com esta crise financeira. Para mim, neste momento, o problema reside no estado, no seu peso, nos seus gastos. Foi um problema que foi aumentando mandato após mandato, e não somente no Governo de Sócrates.


SP - Tiago Caiado Guerreiro, fiscalista, defende que "se calhar é melhor não aprovar o Orçamento e vir para cá o FMI, que realmente faz um trabalho muito mais competente". Como é que vês a possível intervenção do FMI no nosso País?

BG - Julgo que os políticos portugueses têm capacidade para resolver a situação actual. Como sabemos o FMI é, muitas vezes, inflexível perante as finanças públicas. Não será preciso a intervenção do FMI, será preciso, sim, que nós, internamente, possamos viabilizar o cumprimento dos compromissos perante o PEC. Se este orçamento for aprovado, daremos garantias ao exterior, o que se traduzirá numa maior credibilidade perante os agentes económicos.


SP – Entraste no universo político muito cedo. Quando e como aconteceu? O que te motivou a entrar na política?

BG - Motivou-me essencialmente o espírito de camaradagem e entreajuda em torno de um objectivo comum. Quando entrei, não sabia bem o que eram os corredores da política! Tinha 14 anos e participei activamente numa campanha autárquica (1997), onde a minha mãe integrava uma lista. Fiquei com grande motivação, pois a logística de uma campanha autárquica concelhia é grande, a união e o “acreditar” num projecto político, numa equipa, são coisas que a mim me causaram um estado radiante! Um projecto autárquico envolve muitas pessoas, fazem-se caravanas, partilham-se ideias, organizam-se actividades. Paralelamente, já pertencia à Associação de Estudantes da Escola Secundária onde estudei, que posteriormente presidi também. Com tudo isto, fui convidado para liderar a JS Ferreira do Zêzere.


SP - A partir daí nunca mais paraste, não é?

BG – Sim, as coisas foram acontecendo naturalmente. Candidatei-me depois à Concelhia do PS porque entendi que podia dar outra dinâmica à estrutura. Na altura (e penso que ainda agora), era o presidente de concelhia mais novo do País. Um desafio que me obrigou a estar à altura do mesmo. Posteriormente, fui convidado para me candidatar à JS Ribatejo, cargo que desempenhei durante dois anos.


SP – Partilhas da opinião de que os jovens deveriam interessar-se mais pela política?

BG – Sim, claro! Todos sabemos que a política é que decide tudo. Não podemos só dizer mal das coisas, temos que perceber que também as podemos melhorar. Que temos espaços para isso. Precisamos que haja mais interesse pela política. Se houver mais interesse, haverá mais qualidade, mais cidadania, maior envolvimento da sociedade no rumo do País, seja a nível local ou nacional.


SP – E a população em geral? Achas que as pessoas desinteressam-se demasiado pela política do seu país?

BG - Como dizia acima, o envolvimento nas tomadas de decisão é de extrema importância. Infelizmente existem casos (de corrupção, de tráfico de influências, etc.) que descredibilizam os políticos. Um caso singular arrasta a classe política atrás. E é isto que faz com que exista algum desinteresse. É necessária uma maior aproximação da classe política aos cidadãos e penso que gradualmente isso está a ser feito. Esperemos que se consiga obter por parte dos cidadãos um maior interesse.


SP - A política sempre foi o teu sonho?

BG - Não digo que tenha sido um sonho, talvez tenha sido o resultado de ser alguém lutador, alguém que acredita em ideais, num mundo justo, que tem grande motivação, que adora o seu concelho e que tem vontade que ele progrida mais, melhor e de forma diferente.


SP - Como prevês a situação portuguesa daqui a uns anos, talvez 4/5 anos?

BG – Eu acredito que Portugal estará melhor. Certamente teremos as contas públicas em ordem, teremos outra credibilidade no exterior, com os mercados estabilizados. Isso vai-nos permitir crescer economicamente, proporcionando mais investimento, melhores condições de vida, mais rendimento. As dificuldades exigem-nos respostas e por vezes são essas dificuldades que nos fazem atingir voos mais altos. Portugal ao longo da história tem sabido resolver os seus problemas, estou convicto que desta vez também saberá.


Por Sandra Portinha
Grupo 4